O senador Wellington Fagundes (PL) recebeu críticas depois de ter postado, na noite de quinta-feira (2), um vídeo do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) apoiando a sua pré-candidatura a governador. No dia anterior, advogados ligados a Sóstenes foram alvos da Operação Galho Fraco da Polícia Federal. A ação apreendeu relógios de luxo e R$ 468,7 mil em espécie no apartamento de Sóstenes em Brasília.
A PF checa se houve participação de agentes públicos, particulares e empresas que teriam se mobilizado para conferir falsa legalidade à movimentação dos recursos públicos.
"Recebo com muita felicidade, humildade e gratidão todo o apoio dos meus colegas de partido", registrou Fagundes nas redes sociais.
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Sóstenes esteve em Cuiabá na Marcha para Jesus, em junho, e fez coro com outros políticos do alto escalão do PL garantindo que o partido não recuará da pré-candidatura do senador Wellington.
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OPERAÇÃO GALHO FRACO
Sóstenes é alvo da Operação Galho Fraco, deflagrada pela Polícia Federal em 19 de dezembro de 2025. O inquérito investiga supostos desvios dos recursos públicos oriundos das cotas parlamentares. O 'cotão', nome popular desses valores, é uma verba mensal adicionada ao salário dos deputados e senadores para custear gastos do mandato.
Sóstenes Cavalcante é um dos investigados pela operação, que se estende até hoje. Os agentes federais apreenderam R$ 468,7 mil guardados dentro de um guarda-roupa no apartamento usado pelo deputado em Brasília. Ele disse que guardou o dinheiro após vender um imóvel em Minas Gerais e não o depositou eletronicamente por estar atarefado com o trabalho.
Acontece que a escritura do imóvel foi lavrada em 30 de dezembro de 2025, ou seja, 11 dias após o cumprimento dos mandados da PF. Os investigadores relataram que as datas reforçam a suspeita sobre uma falsa formalidade e apuram eventual falsificação da papelada.
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