Sexta-feira, 29 de Maio de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Justiça Sexta-feira, 29 de Maio de 2026, 16:00 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sexta-feira, 29 de Maio de 2026, 16h:00 - A | A

IA E ERROS DE ORTOGRAFIA

Ministério Público apura contrato de R$ 80 milhões em materiais didáticos na Secretaria de Cuiabá

Investigação do MPMT foca em suspeita de livros superfaturados; secretário Amauri Monge deixou o cargo

ANDRÉ ALVES
Da Redação

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, anunciou que irá investigar a suspeita do empenho de R$ 80 milhões para compra de livros editados por inteligência artificial para a rede básica de ensino de Cuiabá. O rombo na Secretaria Municipal de Educação foi informado pelo próprio prefeito, Abilio Brunini (PL) e resultou na saída do titular da pasta, Amauri Monge.

Por meio de nota, o MPMT informou que há “necessidade de esclarecimento célere dos fatos” e que, por isso, irá fazer a “requisição de documentos e esclarecimentos necessários à adequada apuração”. No entanto, ainda não foi informado quais documentos serão requisitados e prazos para conclusões das investigações.

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) já denunciava ao MPMT supostas irregularidades de Amauri desde 2021, quando ele era Secretário Adjunto de Estado da Educação. As suspeitas se referiam sobre a utilização de recursos públicos apara aquisição de materiais didáticos de empresas privadas ao invés dos livros distribuídos gratuitamente pelo Governo Federal pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).

LEIA MAIS: Amauri Monge nega empenho de R$ 80 milhões para compra de livros; veja vídeo

Além do uso do IA, o Sintep-MT denuncia que os materiais, além do uso de IA, também teriam “concepção pedagógica limitada” e muitos erros de ortografia.

Abilio informou que suspendeu o pagamento dos contratos até o fim das auditorias internas, mas também lembrou que cerca de R$ 49 milhões já haviam sido pagos.

As investigações podem se debruçar sobre outros dois problemas nos contratos, que são a suspeita de exemplares com valores considerados muito elevados para a administração municipal e casos em que os conteúdos entregues não correspondiam as descrições dos serviços, que seriam muito mais complexas.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros