"Acho que nem eu acreditava na virada depois do segundo set", admitiu João Fonseca à ESPN. "Ele estava me destruindo, estava em todos os lados. Eu gosto de girar mais (nas batidas) e não estava conseguindo encontrar a forma de jogar", explicou o brasileiro. "Disse para o meu treinador que não sabia o que era para fazer, mas fui ficando, ficando, ele começou a sentir o calor, aproveitei um break point..."
Djokovic, de 39 anos, baixou a intensidade a partir do terceiro set justamente quando João Fonseca começou a soltar mais o braço, investindo em golpes potentes e rápidos, além de curtas impressionantes. Desgastar o sérvio ajudou no triunfo espetacular do brasileiro.
"Estou feliz demais. Acho que uma coisa que diferencia os jogadores e aprendi com ele é, que é um grande sacador, é servir bem. (Na hora do saque da vitória) Só tive convicção de jogar para o alto e explodir na bola", afirmou João Fonseca, sobre como realizou o ponto decisivo.
Ainda em quadra, em inglês, o prodígio verde e amarelo quebrou protocolos ao emocionar a torcida e sua mãe, torcedora ilustre e bastante vibrante nas lotadas arquibancadas da Philippe Chartrier.
"Primeiro, preciso falar do dia da minha mãe. Feliz aniversário, mãe. Muito obrigado", disse João Fonseca, ovacionado de pé. "Eu apenas joguei, curti estar na quadra e que prazer foi. Que ídolo nós temos", exaltou, sem esconder a idolatria por Djokovic. "É um prazer simplesmente entrar em quadra contra ele, foi a primeira vez que jogo contra ele, então só tenho a agradecer e estou muito feliz."
(Com Agência Estado)
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