Sexta-feira, 29 de Maio de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Política Sexta-feira, 29 de Maio de 2026, 16:48 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sexta-feira, 29 de Maio de 2026, 16h:48 - A | A

MT X PARÁ

Pivetta propõe plebiscito e rebate governadora do PA: "nós que damos assistência"

Em meio ao tom duro da governadora paraense Hana Ghassan, chefe do Executivo de MT minimiza embate jurídico e foca nos serviços prestados na região; Flávio Dino marcou conciliação

BIANCA MORTELARO
Da redação

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu a realização de um plebiscito como alternativa para solucionar o impasse histórico sobre a divisa entre Mato Grosso e o Pará. A proposta surge em um momento de acirramento entre os dois estados que disputam, no Supremo Tribunal Federal (STF), uma área de 2,2 milhões de hectares (22 mil km²) que engloba territórios de seis municípios paraenses. O caso está sob a relatoria do ministro Flávio Dino, que convocou uma audiência de conciliação para o dia 10 de junho.

“Tratei isso com pouca importância, porque esse assunto está judicializado. Quem cuida dessa região de Mato Grosso é o governo do estado de Mato Grosso, é nós que damos assistência, estradas, saúde, educação, nós que somos o lugar que esse povo que mora nessa região encontra para as suas necessidades, é o Mato Grosso”, declarou o governador, em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (28).

LEIA MAIS: Governo de MT reage ao Pará e cita “erro” em divisa territorial discutida no STF

Para Pivetta, a decisão final deveria levar em conta a vontade dos moradores da região afetada. O governador afirmou que o assunto, embora judicializado, deve priorizar quem de fato assiste a população local.

"Se não houver outra solução, basta fazer um plebiscito, ver com as pessoas que moram nessa região, qual estado que eles querem participar, se é o Pará ou se é o Mato Grosso. A melhor coisa seria fazer isso”, sugeriu.

A manifestação de Mato Grosso ocorre em resposta direta à postura da governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB). Recentemente, Ghassan endureceu o tom e afirmou publicamente que o estado não cederá "um palmo de terra". Segundo a governadora, o território em disputa representa "oportunidade, empregos e riquezas" para o povo paraense e o estado já obteve decisões favoráveis no Judiciário que consideraram a ação de Mato Grosso improcedente.

O governo de Mato Grosso sustenta que houve um erro geográfico na localização do marco conhecido como Salto das Sete Quedas, o que teria gerado uma linha divisória equivocada em relação ao Salto Augusto. O estado mato-grossense pleiteia que áreas de municípios como Altamira, Cumaru do Norte, Jacareacanga, Novo Progresso, Santana do Araguaia e São Félix do Xingu sejam incorporadas ao seu território.

O Palácio Paiaguás reitera que a ação rescisória impetrada em maio de 2023 busca não apenas a posse das terras, mas a regularização da prestação de serviços públicos. Segundo a nota oficial do governo mato-grossense, os moradores da divisa dependem historicamente da estrutura administrativa de Mato Grosso para ter acesso a direitos básicos e qualidade de vida.

A expectativa agora recai sobre a audiência no STF, onde se tentará uma construção de solução consensual entre os governos.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros