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Justiça Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016, 08:03 - A | A

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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016, 08h:03 - A | A

SODOMA FASE IV

Marcel de Cursi transformou sua parte da propina em 10kg de ouro

MAX AGUIAR

O ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Marcel Souza de Cursi, preso há mais de um ano no Centro de Custódia de Cuiabá, chegou a pegar parte em dinheiro ganho com propina e transformá-los em barras de ouro.

  

Divulgação

marcel de cursi/sefaz

Marcel está preso desde setembro de 2015 no Centro de Custódia de Cuiabá

Segundo as investigações da Delegacia Fazendária, o empresário Filinto Muller criou uma empresa de fachada, a SF Assessoria e Organização de Eventos, para lavar o dinheiro que foi rateado entre os membros da organização.

 

Esse dinheiro a ser lavado era parte dos R$ 15 milhões que foram desviados através de esquemas de desapropriação de terras no bairro Jardim Liberdade durante o governo Silval Barbosa.

  

Segundo o documento que decreta a prisão dos envolvidos na Operação Sodoma Fase quatro, Marcel recebeu R$ 750 mil de propina como sua parte e acrescentou mais R$ 250 mil. Por fim, ele pediu que João Justino, ex-presidente do Metamat (Companhia Mato-grossense de Mineração) providenciasse compra de ouro.

 

O total deu pra comprar 10kg de ouro, que foram entregues para Pedro Nadaf enviasse o metal para Marcel de Cursi. Tudo isso está revelado no documento da decisão da juíza Selma Rosane dos Santos, da 7ª Vara Criminal, que decretou, nesta segunda-feira (26), a prisão de Valdir Piran, Arnaldo Alves, Silval Barbosa, Sílvio Correia e Marcel de Cursi e várias conduções coercitivas para elucidações dos desvios financeiros.

 

 

A operação


O foco da Operação Sodoma deflagrada dia 27 de outubro é o suposto desvio de dinheiro público realizado através de uma das três desapropriações milionárias pagas pelo governo Silval Barbosa  durante o ano de 2014. Os trabalhos de investigações iniciaram há mais de um ano.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

selma arruda

Decisão da manutenção da prisão de Marcel foi feito pela juíza Selma Arruda

As diligências realizadas, segundo a Defaz, evidenciaram que o pagamento da desapropriação do imóvel conhecido por Jardim Liberdade, localizado nas imediações do Bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, no valor total de R$ 31.715.000,00 à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda., proprietária do imóvel, se deu pelo propósito específico de desviar dinheiro público do Estado, em "benefício da organização criminosa liderada pelo ex-governador Silval Barbosa".

 

Segundo a Defaz, ficou comprovado na investigação que participaram dessa fraude além de Silval Barbosa, Pedro Jamil Nadaf (ex-secretario-chefe da Casa Civil), Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (procurador de Estado aposentado), Marcel de Cursi (ex-secretário de Fazenda), Arnaldo Alves de Souza Neto (ex-secretário de Planejamento), Afonso Dalberto (ex-presidente do Intermat), além do proprietário do imóvel Antonio Rodrigues Carvalho, seu advogado Levi Machado, o operador financeiro Filinto Muller e os empresários Valdir Piran e Valdir Piran Junior.

 

 

Para prestarem depoimentos, foram conduzidos coercitivamente Valdir Piran Junior, Eronir Alexandre, Marcelo Malouf, José Mikael Malouf, Willian Soares Teixeira, Ademir Beraldi, Eliane Maria da Silva, Catarino José da Silva Neto e Alan Malouf, além do cumprimento de buscas e apreensão em residências e empresas dos investigados.

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