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Justiça Sexta-feira, 30 de Outubro de 2026, 17:05 - A | A

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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2026, 17h:05 - A | A

OPERAÇÃO REDE OCULTA

Justiça mantém influenciadora presa após audiência de custódia em Cuiabá

Aryadna Cristina Rodrigues Sousa Silva é investigada por suspeita de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro; defesa pediu liberdade provisória

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

Reprodução/Instagram

ARYADNA CRISTINA INFLENCER PRESA

A Justiça manteve a influenciadora digital Aryadna Cristina Rodrigues Sousa Silva presa após audiência de custódia realizada na quinta-feira (29), em Cuiabá. Ela foi presa durante a segunda fase da Operação Rede Oculta, que investiga um grupo suspeito de aplicar golpes eletrônicos e lavar dinheiro. A defesa pediu liberdade provisória, mas a decisão determinou que ela permaneça no estabelecimento prisional até nova deliberação judicial.

Durante a audiência, a defesa alegou que Aryadna é mãe de filhos menores e responsável pelos cuidados deles. A juíza responsável pela custódia, Henriqueta Fernanda C. A. F. Lima, determinou o encaminhamento do pedido ao juízo que expediu o mandado de prisão preventiva, responsável por analisar a solicitação.

A magistrada homologou o cumprimento do mandado por considerar regular o procedimento de prisão. A audiência de custódia, nesse caso, tinha como finalidade verificar a legalidade formal da ordem judicial e o respeito aos direitos da investigada, sem reexaminar os fundamentos que levaram à decretação da prisão preventiva.

Aryadna foi presa na quinta-feira (29), no bairro Tijucal, em Cuiabá, junto com o companheiro, de 26 anos. Também foram presos preventivamente uma mulher de 35 anos e o marido dela, de 41, em Várzea Grande. Um quinto investigado não havia sido localizado.

Segundo a Polícia Civil, a investigação apura fraudes praticadas por meio de anúncios falsos de veículos, golpes do falso parente e do falso funcionário de banco. O prejuízo identificado das vítimas soma R$ 414.093, com registros em Mato Grosso e em outros estados.

A apuração aponta que os valores transferidos por Pix eram distribuídos entre contas bancárias de terceiros e, posteriormente, concentrados e redistribuídos. Parte do dinheiro teria sido usada na aquisição de veículos de alto valor e joias.

A operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande. Os investigados foram indiciados por suspeita de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As acusações ainda serão submetidas à análise da Justiça.

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