A juíza Laura Dorilêo Cândido, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, polo Sinop, manteve as prisões preventivas de cinco investigados na Operação Mãos à Obra – Fase II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) em Sinop (500 km de Cuiabá) nesta quarta-feira (28). Débora Alvarenga Nakanishi da Silva, o marido dela, Agnaldo Rael da Silva, Valdinei Monteiro da Silva, Júlio Henrique Verdu Garcia e Fernando Dante Morari são apontados por envolvimento em um suposto esquema de corrupção de agente públicos e empresários ligados a obras e empreendimentos imobiliários no município.
Durante a audiência de custódia, Fernando alegou ser soropositivo e precisar de tratamento contínuo por ter ansiedade e depressão. Já Valdinei alegou ter hipertensão e ansiedade.
O casal Débora e Agnaldo argumentou que o casal tem filhos menores que dependem integralmente deles. Como alternativa à soltura, pediram a aplicação de medidas cautelares diferentes da prisão.
A magistrada, no entanto, não examinou o mérito dos pedidos durante a audiência e determinou que as manifestações das defesas, acompanhadas da gravação do ato, fossem encaminhadas ao processo principal, onde o Ministério Público Estadual e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deverão se manifestar.
Além dos que já estão detidos, um sexto investigado na operação foi preso nesta sexta-feira (30) quando retornou de uma viagem à República Dominicana no Caribe
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MÃOS À OBRA
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, em Sinop, a Operação Mãos à Obra – Fase II para aprofundar investigações sobre um suposto esquema de corrupção ligado à aprovação de obras e empreendimentos imobiliários no município. Segundo os investigadores, servidores públicos e empresários são suspeitos de exigir e pagar vantagens indevidas para facilitar a tramitação de processos administrativos, a emissão de pareceres técnicos, a regularização de projetos e a concessão de licenças junto à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação. As apurações apontam que os fatos investigados teriam ocorrido entre 2017 e 2026.
Por determinação da Justiça, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e medidas de busca e apreensão contra 17 alvos. A operação também resultou no afastamento cautelar de seis agentes públicos, na suspensão das atividades de uma empresa investigada e no bloqueio judicial de até R$ 80 milhões em bens e valores relacionados ao caso. Durante a ação, os agentes apreenderam dinheiro em espécie e bens de alto valor, que serão analisados para verificar eventual ligação com o esquema investigado.
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