O sexto investigado da Operação Mãos à Obra – Fase II foi preso nesta sexta-feira (30), no aeroporto de Sinop (a 500 km de Cuiabá), ao retornar de uma viagem à República Dominicana. A operação apura um suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários ligados a obras e empreendimentos imobiliários no município.
Imagens registraram a presença de agentes durante a abordagem no aeroporto. A prisão ocorre dois dias após a deflagração da segunda fase da operação, que resultou inicialmente na detenção de cinco pessoas.
A investigação apura suspeitas de exigência e pagamento de vantagens indevidas para favorecer processos administrativos, aprovação e regularização de projetos, emissão de licenças e certificados e possíveis interferências em fiscalizações relacionadas à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop.
A Justiça também determinou o afastamento cautelar de seis agentes públicos e autorizou o bloqueio de R$ 80 milhões em relação a um grupo de investigados e uma pessoa jurídica. Outras medidas incluem o sequestro de ativos financeiros e de imóveis vinculados a alvos da apuração.
A segunda fase da operação foi deflagrada na quarta-feira (28), quando cinco pessoas foram presas preventivamente. A Justiça também determinou o afastamento cautelar de seis agentes públicos e autorizou medidas de busca e apreensão contra 17 alvos.
INVESTIGAÇÃO DE CORRUPÇÃO
Conforme o MPMT, a investigação apura suspeitas de exigência e pagamento de vantagens indevidas para favorecer a tramitação de processos administrativos, a aprovação e regularização de projetos, a emissão de licenças e certificados e possíveis interferências em fiscalizações relacionadas à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop.
Os fatos investigados teriam ocorrido entre 2017 e 2026.
A Justiça também autorizou o bloqueio de R$ 80 milhões em relação a um grupo de investigados e uma pessoa jurídica. Outras medidas incluem o sequestro de ativos financeiros e de imóveis vinculados a alvos da investigação.
As apurações continuam, e as medidas judiciais não representam comprovação definitiva de responsabilidade criminal. Os investigados têm direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência.
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