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Justiça Quinta-feira, 14 de Maio de 2026, 23:00 - A | A

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Quinta-feira, 14 de Maio de 2026, 23h:00 - A | A

PENA DE DOIS ANOS

Júri condena investigador que matou PM em Cuiabá por homicídio culposo

Conselho de Sentença afastou tese de execução, mas rejeitou absolvição; réu recebeu pena de 2 anos em regime aberto

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

O Tribunal do Júri condenou o investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, ocorrida em abril de 2023 em uma conveniência de posto de combustível nas proximidades da Praça 8 de Abril, em Cuiabá. A decisão foi proferida na noite desta quinta-feira (14), após três dias de julgamento no Fórum da Capital.

O Conselho de Sentença reconheceu que Mário Wilson efetuou os disparos que causaram a morte do PM, rejeitou a absolvição, mas entendeu que o policial civil agiu com “excesso culposo” ao reagir a uma agressão que acreditava estar sofrendo. Com isso, os jurados desclassificaram o crime de homicídio doloso para homicídio culposo.

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Inicialmente, o investigador respondia por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Durante o julgamento, a defesa sustentou a tese de legítima defesa, alegando que o réu acreditava estar diante de uma ameaça e teria reagido após ser estrangulado durante a luta corporal.

Na sentença, o juiz presidente do júri destacou que o réu agiu de forma negligente ao manter a animosidade contra a vítima mesmo após saber que Thiago era policial militar. O magistrado também mencionou depoimentos e imagens exibidas no plenário que indicariam comportamento hostil do investigador antes dos disparos.

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“Importante destacar que o réu encontrava-se armado e fazia uso de bebida alcoólica”, registrou o magistrado ao fixar a pena.

A pena foi fixada em dois anos de detenção, em regime inicialmente aberto, com substituição por penas restritivas de direito. O juiz também determinou a retirada das medidas cautelares impostas anteriormente ao investigador.

O julgamento foi conduzido pelo juiz Marcos Faleiros da Silva. A acusação ficou a cargo do promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, com assistência do advogado Rodrigo Pouso. Já a defesa foi feita pelos advogados Claudio Dalledone Júnior e Renan Canto.

O CASO

O crime ocorreu na madrugada de 27 de abril de 2023, em uma conveniência localizada na Rua Estevão de Mendonça, no bairro Quilombo, próximo ao restaurante Choppão.

Segundo as investigações, Thiago Ruiz estava no local acompanhado de amigos quando Mário Wilson chegou à conveniência. Imagens de câmeras de segurança mostraram os dois conversando antes do início da confusão.

Conforme os autos, em determinado momento o policial militar exibiu a arma que portava na cintura. A partir disso, houve luta corporal e o investigador tomou a arma da vítima antes de efetuar os disparos.

Durante o júri, o Ministério Público sustentou que o PM tentava deixar o local quando foi atingido. Já a defesa afirmou que os disparos ocorreram durante uma tentativa do investigador de se desvencilhar de um estrangulamento.

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