A troca de tiros entre o delegado Bruno França e um investigador da Polícia Civil teria começado com uma confusão no WhatsApp. O caso ocorreu na noite desta quarta-feira (13). Bruno teve o carro alvejado e sofreu ferimentos nos dedos.
Segundo informações, o desentendimento teria começado em um grupo de mensagens. Após a troca de provocações, Bruno França teria ido até a residência do investigador, localizada na rua Pica-Pau, no bairro Parque das Araras, para tirar satisfação.
De acordo com informações da Polícia Militar, equipes da Força Tática e do Raio ouviram diversos disparos de arma de fogo vindos da região e seguiram imediatamente até o endereço após suspeitarem de uma ocorrência grave.
Ao chegarem no local, os policiais encontraram a residência do investigador da Polícia Civil. Conforme o boletim de ocorrência, o policial estava armado e aparentava bastante nervosismo. Em frente ao imóvel, os militares localizaram várias cápsulas de munição espalhadas pela rua, incluindo munições de espingarda calibre 12.
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Ainda segundo o registro policial, o investigador entrou na residência ao perceber a chegada da equipe do Raio. Os policiais iniciaram uma negociação para que ele deixasse o imóvel. Após alguns minutos, ele saiu da casa e relatou que o delegado Bruno França teria ido até o local armado, supostamente com a intenção de matá-lo, momento em que começou a troca de tiros.
Imagens registradas após a ocorrência mostram o veículo do delegado com diversas marcas de disparos.
As informações apontam que Bruno França foi atingido na mão durante o confronto e teria perdido dois dedos. Mesmo ferido, ele conseguiu dirigir até uma unidade hospitalar de Sorriso, onde recebeu atendimento médico.
A Polícia Militar informou que, após a situação ser controlada, as armas que estavam com o investigador foram apreendidas. Entre os materiais recolhidos estão uma pistola Glock calibre 9 milímetros, uma espingarda calibre 12, munições, carregadores alongados, lanternas táticas e uma mira holográfica.
O local foi isolado para os trabalhos da perícia e a Polícia Civil assumiu a investigação do caso. A identidade do investigador envolvido ainda não foi oficialmente divulgada.
HISTÓRICO DE POLÊMICAS
O delegado Bruno França também esteve envolvido em outros episódios recentes de grande repercussão.
Nesta quarta-feira (13), a Justiça publicou sentença condenando o delegado a dois anos e um mês de detenção, em regime semiaberto, por abuso de autoridade durante uma abordagem realizada na residência da empresária Fabíola Cássia Garcia Nunes, no condomínio Florais dos Lagos, em Cuiabá.
Além disso, em março deste ano, Bruno França foi exonerado do cargo após a repercussão do caso envolvendo o estupro de uma detenta dentro de uma delegacia. O crime teria sido cometido pelo policial civil Manoel Batista da Silva, que acabou preso preventivamente.
Após a prisão do investigador, outras denúncias de violência sexual passaram a ser investigadas pelas autoridades.
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