O agente de pátio Valdevino Almeida Fidélis, de 65 anos, foi atingido por seis tiros durante a operação da polícia. Entre as lesões, os peritos identificaram duas perfurações de entrada localizadas na parte posterior do corpo: uma nas costas e outra na parte de trás da cabeça, que atingiu o servidor de raspão, mas não chegou a romper a calota craniana. O confronto ocorreu no bairro Goiabeiras em Cuiabá na noite da última segunda-feira (11).
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A localização dos ferimentos na parte de trás do corpo do servidor confronta diretamente o depoimento dos policiais militares, que alegam ter reagido a uma injusta agressão após Valdevino supostamente apontar um revólver para a cabeça da enteada e disparar contra os policiais.
As informações apuradas pelo HNT indicam que, no total, foram efetuados oito disparos de arma de fogo durante a intervenção da equipe do Raio da Polícia Militar.
Na manhã desta terça-feira (13), o delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso, ouviu os parentes da vítima. Uma delas é a ex-enteada de Valdevino, identificada como Isabel Samaniego. Inicialmente, ela era tratada como vítima de cárcere privado na ocorrência.
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Os policiais militares envolvidos na ação também deverão ser ouvidos nos próximos dias como parte do andamento das investigações.
Bruno já destacou que a principal linha investigativa aponta para um quadro de grave perturbação emocional de Valdevino. Segundo o depoimento da enteada, o servidor não tinha a intenção de matá-la, mas queria que ela testemunhasse o seu suicídio.
Um vídeo gravado momentos antes da chegada da PM corrobora essa tese, mostrando o Valdevino afirmando que morreria naquela noite e pedindo para chamarem a polícia "para buscar o corpo".
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A investigação agora aguarda o depoimento formal dos policiais envolvidos na ocorrência para fechar o quebra-cabeça entre os relatos das testemunhas e os achados da perícia. A enteada, que passou cerca de duas horas tentando acalmar Valdevino antes da intervenção, afirmou em depoimento que ele demonstrava a intenção de se entregar no momento em que os militares chegaram.
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FAMÍLIA QUESTIONA
As novas informações apoiam diretamente os questionamentos da família e testemunhas com relação à força empregada. Em entrevista, a irmã de Valdevino, identificada como Valquíria, afirmou que ele apenas conversava com a enteada quando a PM foi acionada.
Segundo ela, Valdevino tinha uma relação próxima com a enteada, tratada por ele como “filha única”. Valquíria também destacou que o irmão possuía porte legal de arma de fogo, e não tinha antecedentes criminais.
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Mensagens dos alunos do Liceu Cuiabano e da própria instituição reforçam que o servidor mantinha um bom relacionamento com todos no ambiente de trabalho, sendo carinhosamente apelidado de “pai” pelos estudantes.
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