A advogada especialista em direito trabalhista e previdenciário, Andrea Zattar, afirmou ao HNT Entrevista que o etarismo muitas vezes passa despercebido no ambiente de trabalho por estar naturalizado no cotidiano. Segundo ela, o preconceito relacionado à idade pode se manifestar de forma sutil, inclusive em "brincadeiras" entre colegas, que nem sempre percebem o teor ofensivo das falas.
Para a especialista, o problema se agrava porque esse tipo de comportamento já foi incorporado como algo comum nas relações sociais.
O etarismo, às vezes, está enraigado até na própria pessoa, em razão da normalização
"O etarismo, às vezes, está enraigado até na própria pessoa, em razão da normalização. A pessoa fala: ‘ah, não tenho mais idade para isso’. Mas, às vezes, os colegas não percebem e fazem isso com naturalidade, porque é um viés, um paradigma que já foi criado pela sociedade", disse.
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Andrea destaca que esse processo de naturalização faz com que o preconceito se torne quase "invisível" no dia a dia. Expressões como "essa roupa já não combina mais comigo" ou "não tenho mais idade para isso" mostram, segundo ela, como o próprio indivíduo também pode internalizar esse tipo de limitação.
O desafio é identificar essas situações
Para a advogada, o desafio está justamente em identificar essas situações, já que o etarismo nem sempre aparece de forma explícita, mas se mantém presente em atitudes e discursos normalizados.
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