Cerca de 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, na manhã desta terça-feira (13), a sede da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Cuiabá. Segundo o movimento, participam da mobilização famílias de cinco acampamentos de Mato Grosso, que reúnem mais de 500 famílias à espera de encaminhamentos relacionados à reforma agrária.
De acordo com o MST, parte dos acampamentos existe há mais de 15 anos. O movimento reivindica maior celeridade do Governo Federal e do INCRA na análise de processos de desapropriação, assentamento e regularização fundiária no estado.
A mobilização ocorre no contexto dos 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás, episódio ocorrido em 1996 no Pará, considerado um marco histórico da luta pela reforma agrária no Brasil.
Em nota, o MST afirmou que, até o momento, não houve criação de novos assentamentos em Mato Grosso durante a atual gestão federal, apesar da existência de processos considerados avançados pelo movimento. O grupo também defende políticas voltadas à produção de alimentos, assistência técnica, crédito rural, infraestrutura e educação no campo.
Entre as principais demandas apresentadas estão o avanço de processos envolvendo áreas rurais nos municípios de Nova Olímpia, Juscimeira, Guiratinga e Nortelândia, além da liberação de recursos para o curso de Psicologia do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), realizado em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
O movimento também solicita uma audiência, na primeira quinzena de junho, com representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da presidência nacional do Incra e parlamentares ligados à pauta agrária em Mato Grosso.
Até o momento, o Incra ainda não se pronunciou oficialmente sobre a ocupação e as reivindicações apresentadas pelo movimento.
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