Boulos sustentou que 37 milhões de brasileiros não têm direito a dois dias semanais de descanso e afirmou que há um "terrorismo patronal" contra a proposta. "Não tem que ter transição. Nosso governo não defende nenhum tipo de transição para estabelecer a escala 5x2 e 40 horas semanais. Sabe por quê? Quando aprovam medidas para beneficiar empresários, não tem transição", declarou.
O ministro também disse que o papel de conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a aprovação do projeto ainda neste ano é do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães. "Esse papel é do ministro Guimarães, meu colega, que faz a relação com o Poder Legislativo", afirmou.
Boulos acrescentou: "Agora, o Lula mandou o projeto de lei com regime de urgência justamente para colocar um prazo para essa discussão, para isso não ser a perder de vista."
O ministro se refere ao projeto de lei enviado pelo governo, enquanto a comissão especial debate a proposta no formato de PEC.
Ele também cobrou posição do senador e pré-candidato à presidência pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro (RJ). "Eu pergunto qual é a posição do Flávio Bolsonaro, senador que quer se opor ao Lula neste ano, em relação ao fim da escala 6x1. A posição dele, até onde eu sei, é de se omitir e defender os privilegiados e não defender o trabalhador."
(Com Agência Estado)
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