O primeiro caso suspeito de hantavírus próximo a Mato Grosso está sendo investigado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS). O governo do estado vizinho divulgou nota técnica nesta terça-feira (12) informando que um exame foi realizado em Campo Grande para apurar a possível contaminação. O resultado deve ser divulgado em até 60 dias.
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O paciente deu entrada como caso suspeito de leptospirose. O governo segue o protocolo do Ministério da Saúde que determina testes relacionados a outras doenças com sintomas parecidos. Ambas as enfermidades tem o rato como vetor.
De acordo com a SES-MS, a série histórica da hantavirose no Brasil registra 107 casos entre 2015 e 2026, sendo que 7% ocorreram no próprio estado. O último caso confirmado foi registrado em 2019, na capital, quando a doença voltou a aparecer no radar das autoridades de saúde.
Segundo o levantamento, os dois primeiros casos foram identificados em Campo Grande, um em 2015 e outro em 2016. Em 2017, Corumbá concentrou quatro registros de hantavírus, o maior número já contabilizado em um único ano no estado. Depois disso, Mato Grosso do Sul voltou a registrar casos apenas em 2019, novamente na capital.
PREVENÇÃO
A SES destaca ainda que o plano estadual de contingência para desastres provocados por chuvas intensas inclui a hantavirose. Como medidas preventivas, a orientação é evitar acúmulo de lixo, entulhos e restos de alimentos; armazenar grãos e rações em recipientes fechados; vedar frestas em residências e depósitos; e realizar limpeza de ambientes fechados somente após ventilação mínima de 30 minutos. Também é recomendado não varrer locais com sinais de roedores, utilizando pano úmido e solução desinfetante para evitar a formação de aerossóis contaminados.
- Leia aqui nota técnica da Secretaria de Estado de Saúde de MS.
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