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Justiça Terça-feira, 12 de Maio de 2026, 16:31 - A | A

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Terça-feira, 12 de Maio de 2026, 16h:31 - A | A

CRIME DA CONVENIÊNCIA

Advogado diz que disparos contra PM ocorreram durante tentativa de estrangulamento

Durante depoimento no Tribunal do Júri, ex-esposa do policial militar Thiago Ruiz afirmou sentir medo do investigador acusado pelo homicídio e criticou a abordagem que terminou em sete disparos.

ANDRÉ ALVES
Da Redação

O advogado Gilson Tibaldi, amigo de longa data e testemunha de defesa do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, afirmou para o Tribunal do Júri que o PM apenas disparou contra o policial militar Thiago de Souza Ruiz para se defender de um estrangulamento durante um desentendimento na madrugada de 27 de abril de 2023, em uma conveniência de um posto de combustível localizada na Praça 8 de Abril, nas proximidades do restaurante Choppão. O crime ocorreu após o investigador tomar a arma para, segundo a defesa, averiguar a documentação.

Tibaldi relatou que, após a abordagem instantânea e sem aviso no interior da conveniência, Thiago tentou pegar a arma de volta e os dois entraram em luta corporal, sendo que a vítima estaria estrangulando o investigador, que efetuou disparos para poder se libertar da situação. De acordo com a defesa, os disparos atingiram os glúteos, a região ilíaca, o braço esquerdo e a mão direita, o que, segundo a linha de raciocínio, torna os locais alvejados incompatíveis com alguém que tivesse a intenção de matar.

Ex de PM morto diz viver com medo e denuncia ataques à imagem da vítima

A primeira testemunha ouvida no Tribunal do Júri contra o investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi Walkuiria Filipaldi Correa, ex-esposa do policial militar Thiago de Souza Ruiz. Em seu depoimento, nesta terça-feira (12),ela relatou sentir-se ameaçada e constrangida pelo fato de o réu trabalhar na mesma rua onde ela reside. Valquíria e a vítima estavam em processo de reconciliação na época do crime.

O homicídio ocorreu na madrugada de 27 de abril, em uma conveniência localizada na Praça 8 de Abril, nas proximidades do restaurante Choppão. De acordo com os autos, ambos bebiam acompanhados de uma terceira pessoa quando Mário Wilson, ao notar que Thiago estava armado, tomou a pistola da vítima. O episódio evoluiu para um confronto físico, culminando com o PM alvejado por sete disparos.

A defesa do investigador sustenta que a abordagem visava verificar a procedência da arma e confirmar se a vítima era, de fato, um policial militar. Por outro lado, Walkuiria contestou a conduta em seu depoimento, afirmando que o procedimento correto seria acionar a Polícia Militar via 190, evitando expor terceiros ao risco.

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“Tinha muita confiança no Thiago, nunca houve nada que desabonasse sua conduta. Ele amava ser PM e era uma pessoa humilde. Eu o conheci assim e foi assim que ele se foi”, declarou Walkuiria , que tem uma filha de 13 anos com a vítima.

Além do temor pela proximidade física do investigador, a testemunha denunciou o recebimento de vídeos que tentam desqualificar a imagem da vítima. Segundo ela, o material descreve Thiago como uma pessoa violenta e agressiva, enquanto exalta Mário Wilson como uma espécie de “Robin Hood” por ter tirado “um vagabundo de circulação”.

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