O investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves será julgado nesta terça-feira (12) pelo assassinato do policial militar Thiago de Souza Ruiz, morto a tiros durante uma confusão em uma conveniência de posto de combustível nas proximidades da Praça 8 de Abril, em Cuiabá.
O julgamento ocorrerá no Fórum da Capital, a partir das 9h, e será presidido pelo juiz Marcos Faleiros da Silva. O réu responde por homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme denúncia do Ministério Público. O julgamento será transmitido no youtube do TJMT.
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O caso ganhou grande repercussão em abril de 2023 após imagens de câmeras de segurança mostrarem toda a dinâmica da briga que terminou na morte do policial militar. Nas gravações, Thiago aparece tentando fugir após o início da confusão, mas acaba atingido por disparos pelas costas.
Segundo as investigações, Thiago chegou à conveniência acompanhado de amigos. Em seguida, Mário Wilson também teria chegado ao local e iniciado uma conversa com o militar. Em determinado momento, a vítima levantou a camisa e exibiu a arma que carregava na cintura.
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A partir daí, iniciou-se uma discussão que evoluiu para luta corporal. Testemunhas tentaram separar os dois, mas o investigador efetuou disparos durante a confusão. O PM morreu ainda no local.
Durante o andamento do processo, a defesa do policial civil passou a sustentar que o investigador não sabia que Thiago era policial militar. Em sessões anteriores do júri, advogados alegaram que as tatuagens visíveis da vítima e a ausência de identificação funcional teriam levado Mário Wilson a acreditar que estava diante de um homem armado irregularmente.
A tese defensiva também aponta que o investigador agiu sob “medo iminente” e em situação de ameaça. Testemunhas ouvidas no processo afirmaram que o acusado chegou a questionar a legalidade da arma portada por Thiago antes do confronto.
Já o Ministério Público sustenta que houve execução e destaca que a vítima tentava deixar o local quando foi baleada. A acusação também utiliza as imagens do circuito interno da conveniência como uma das principais provas do processo.
Por determinação da diretoria do Fórum de Cuiabá, o acesso ao prédio será restrito durante o julgamento. Apenas pessoas autorizadas poderão permanecer no plenário onde ocorrerá a sessão do Tribunal do Júri.
O caso tramita sob o número 1007775-37.2023.8.11.0042.
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