O Tribunal do Júri de Paranatinga (385 km de Cuiabá) marcou para o dia 21 de maio de 2026, a partir das 8h, o julgamento de Djavanderson de Oliveira Araújo, acusado de matar queimada a ex-namorada Juliana Valdivino da Silva, de 18 anos. A sessão será presidida pelo juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos.
O crime ocorreu no dia 9 de setembro de 2024, em Paranatinga (385 km de Cuiabá). Segundo as investigações da Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Djavanderson atraiu Juliana até a antiga residência do casal alegando falsamente que havia sofrido um acidente de moto e precisava de ajuda.
Quando a jovem chegou ao local, teria sido espancada pelo acusado, que em seguida jogou combustível sobre ela e ateou fogo. Um vizinho conseguiu socorrer a vítima, que foi encaminhada inicialmente para atendimento médico em Paranatinga e, posteriormente, transferida para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde ficou internada por 15 dias.
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Juliana sofreu queimaduras em cerca de 90% do corpo. Durante a internação, ela chegou a acordar do coma e relatou à mãe os momentos de violência sofridos. A jovem não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no dia 25 de setembro de 2024.
De acordo com a investigação, a principal motivação do crime teria sido o inconformismo de Djavanderson com o fim do relacionamento. O MP sustenta que o acusado perseguiu psicologicamente a vítima antes do assassinato e agiu de forma premeditada ao criar uma emboscada para atraí-la até o imóvel.
A Polícia Civil concluiu o inquérito indiciando Djavanderson por feminicídio consumado qualificado pelo emprego de fogo e emboscada. Já o Ministério Público denunciou o réu por feminicídio com as qualificadoras de motivo fútil, emprego de fogo e recurso que dificultou a defesa da vítima, além dos crimes de perseguição (stalking) e violência psicológica contra a mulher.
A decisão que levou o acusado a júri popular foi proferida em 20 de março de 2025. Inicialmente, o julgamento havia sido marcado para o dia 11 de julho de 2025, mas acabou adiado após a defesa solicitar a transferência da sessão para outra comarca.
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Os advogados alegaram que o caso teve “comoção social exacerbada” e forte repercussão midiática em Paranatinga, o que, segundo a defesa, comprometeria a imparcialidade dos jurados. Djavanderson permanece preso preventivamente enquanto aguarda o julgamento. O processo tramita em segredo de justiça.
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