Krugman descreveu a viagem de Trump à China como a ida de um "suplicante" em busca de concessões de Xi Jinping após dificuldades internacionais recentes, incluindo o que chamou de "derrota humilhante" dos EUA diante do Irã no Golfo Pérsico. Segundo ele, Pequim deve explorar a posição fragilizada de Washington para pressionar por avanços em temas como Taiwan e ampliar sua vantagem estratégica.
O economista também avaliou que Xi pode oferecer concessões limitadas para ajudar Trump politicamente, incluindo compras de soja americana e acordos voltados aos executivos que acompanham a viagem. Ainda assim, afirmou que a China pode usar o "status debilitado" do presidente americano "a seu favor" ao fim do processo. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o que foi discutido nem se algum acordo bilateral foi fechado na reunião.
Segundo Krugman, apesar de problemas estruturais como desaceleração econômica e crise demográfica, a China segue "em ascensão" no cenário global, enquanto os EUA perderam influência sob Trump. Ele ressalta que parte desse avanço antecede o republicano: a manufatura chinesa ultrapassou a americana há cerca de 15 anos e a economia do país já supera a dos EUA em paridade de poder de compra desde 2015.
O economista sustenta, porém, que Trump "jogou fora" a principal vantagem geopolítica americana ao desgastar alianças ocidentais, com ataques à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e disputas com aliados europeus e Canadá. Krugman também acusa o governo Trump de atrasar os EUA na corrida tecnológica e energética ao adotar políticas hostis às energias renováveis.
Em sua avaliação, a política tarifária de Trump contra Pequim, que deveria revitalizar a manufatura dos EUA, não produziu os resultados prometidos. Para Krugman, a reação chinesa, incluindo restrições a terras raras, expôs as vulnerabilidades americanas.
(Com Agência Estado)
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