Após desgastes na aprovação do governo federal, Lula assinou na terça-feira, 12, uma Medida Provisória (MP) que zera o imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50. A cobrança começou em agosto de 2024, após a aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional. O governo já vinha se mostrando dividido em relação ao tributo, com alguns ministros defendendo o seu fim.
"Todo o Congresso Nacional votou a favor e a condição do presidente Lula sancionar era que fosse unânime, e foi unânime a votação no Congresso. Só que, depois que foi aprovado, nenhuma desses atores defendeu a proposta", explicou Haddad.
O ex-ministro disse ainda que o governo passou dois anos tendo de defender uma posição enquanto, segundo ele, setores favoráveis à proposta se omitiram do debate. Na avaliação do ministro, o presidente voltou agora à sua posição original sobre o tema.
Haddad avalia que a retirada da taxa vai "abrir o debate", e que os demais responsáveis pela aprovação da cobrança se omitiram. Segundo ele, o Legislativo e os governadores, além de entes da indústria do comércio, estabeleceram unanimidade em conjunto com o governo federal sobre o imposto.
"A única pessoa que foi responsável, do ponto de vista do interesse público, foi o presidente da República aqui", continuou o petista. "Sendo contra, deu o braço a torcer na unanimidade dos governadores e congressistas, mas ficou sozinho, ficou isolado na defesa dessa proposta. E tomou a decisão que era sua posição original desde o começo."
(Com Agência Estado)
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