A Polícia localizou um homem de 33 anos, identificado como J.J.S., com pés e mãos amarrados e graves sinais de tortura na tarde desta terça-feira (12), em Cáceres (217 km de Cuiabá). A ação ocorreu durante a Operação Território Livre, em uma área de mata nos fundos de um antigo frigorífico no bairro Jardim Paraíso. Sete suspeitos, incluindo dois menores de idade, foram detidos após um cerco policial, interrompendo o que as autoridades acreditam ser uma execução conduzida por uma facção criminosa.
O resgate foi possível após denúncias via 190 indicarem a movimentação de indivíduos armados com facões em atitude suspeita na região. Durante a incursão na vegetação, os policiais visualizaram o grupo tentando fugir, mas conseguiram isolar o perímetro urbano e capturar os envolvidos.
No local da tortura, o cenário de agressividade extrema chocou as equipes, que preservaram a área para a perícia técnica. Entre os materiais apreendidos estão um simulacro de arma de fogo e aparelhos celulares que devem auxiliar a Polícia Civil a identificar a hierarquia e as ordens por trás do crime.
A Operação Território Livre, que integra o programa estadual Tolerância Zero às Facções Criminosas, tem intensificado o combate ao crime organizado em cidades estratégicas como Cáceres (217 km de Cuiabá) e Pontes e Lacerda (444 km de Cuiabá). A força-tarefa já efetuou dezenas de prisões e apreensões de armamento pesado nos últimos dias. O foco da gestão é a asfixia financeira das organizações criminosas e o policiamento ostensivo guiado por inteligência para desarticular os chamados "tribunais do crime".
Além do combate direto ao narcotráfico e homicídios, a operação também atua de forma transversal no enfrentamento à violência doméstica e na fiscalização de garimpos ilegais na região. Os detidos nesta terça-feira (12), muitos deles já com passagens por tráfico, roubo e associação criminosa, foram conduzidos à delegacia e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Judiciária Civil assumiu as investigações para apurar se o grupo possui ligação com outras desovas e execuções registradas recentemente na fronteira.
*Com informações de Cenário MT
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