O segundo dia do Tribunal do Júri que julga o policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz em abril de 2023, foi marcado por um bate-boca entre o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins e o advogado de defesa Claudio Dalledone Júnior. A troca de farpas elevou o clima de tensão que já havia se instalado no primeiro dia do julgamento.
O confronto começou enquanto o promotor interrogava o delegado José Ricardo, testemunha de defesa. Dalledone, conhecido por atuar em casos de grande repercussão, como o do goleiro Bruno e o do ex-vereador Dr. Jairinho, responsável pelas agressões que resultaram na morte de Henry Borel de apenas 4 anos em 2021, contestou as perguntas de Gahyva sobre a suposta legalidade da arma que estava com o PM Thiago Ruiz no dia do crime.
Apelidado de “Saul Goodman brasileiro”, o advogado acusou o promotor de tentar atrasar o julgamento ao sugerir uma consulta à Polícia sobre a regularidade da arma. Gahyva reagiu afirmando que quem procrastina é a defesa, lembrando que o primeiro júri foi tumultuado e que o processo precisou ser adiado devido às férias de Dalledone.
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O advogado rebateu dizendo que exerceu um direito previsto em lei e que o adiamento foi de apenas dez dias, número que, segundo ele, contrasta com o “privilégio” de 90 dias de férias concedido aos membros do Ministério Público.
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