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Justiça Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 18:13 - A | A

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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 18h:13 - A | A

VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Feminicídio termina com condenação de ex-companheiro a mais de 16 anos de prisão

Júri reconheceu motivo fútil e violência doméstica no assassinato ocorrido em 2017; condenado participou do julgamento por videoconferência e segue foragido.

DA REDAÇÃO

Freepik

Justiça

O Tribunal do Júri de Nova Xavantina (645 km de Cuiabá), condenou nesta terça-feira (20) Adailton de Souza Alves a 16 anos e quatro meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de Maria José Pereira da Silva, morta a tiros em setembro de 2017. Ao final do julgamento, a Justiça expediu mandado de prisão contra o condenado, que participou da sessão por videoconferência e é considerado foragido.

Os jurados acolheram integralmente a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceram as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido cometido em contexto de violência doméstica.

De acordo com a denúncia, Adailton foi até a residência de Maria José, com quem havia mantido um relacionamento afetivo e de quem estava separado. A vítima fazia a limpeza do quintal quando foi surpreendida pelo ex-companheiro, que sacou uma arma de fogo e atirou.

A perícia apontou que o disparo atingiu o tórax da vítima, atravessou o coração e causou sua morte. Após o crime, segundo a acusação, o réu fugiu de motocicleta. Ele teria passado na casa de um amigo, seguido para Campinápolis e descartado a arma utilizada no homicídio durante o trajeto.

O Ministério Público sustentou que o assassinato foi motivado por ciúmes e pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento. Dias antes do crime, conforme a denúncia, Adailton teria visto Maria José abraçando outro homem em um estabelecimento comercial da filha dela.

Para a acusação, essa circunstância demonstrou a motivação fútil do crime e reforçou o contexto de violência de gênero.

A denúncia também afirma que Maria José não teve chance de defesa. Segundo o Ministério Público, ela foi atacada de forma repentina enquanto realizava atividades domésticas, sem tempo para reagir nem buscar proteção. A tese foi aceita pelos jurados durante o julgamento.

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