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Política Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 08:35 - A | A

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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 08h:35 - A | A

HNT ENTREVISTA

Lúdio reconhece que Gisela na vice ajuda servidores, mas pondera: “teste é após posse”

O deputado estadual falou que os resultados dependem da visão de Otaviano Pivetta e da capacidade de negociação da vice-governadora eleita

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Daniel Souza/TV HNT

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT).

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT).

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) reconheceu que a vice-governadora eleita Gisela Simona (União Brasil) pode contribuir para facilitar o diálogo com o governo e os servidores. Apesar da expectativa por Gisela também ser servidora e ser escalada para atuar como interlocutora com o governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) e os trabalhadores, Lúdio ponderou afirmando que os resultados só poderão ser conhecidos após a posse.

De acordo com o deputado, a conquista de pautas dependem da capacidade de negociação de Gisela e das bandeiras que serão prioritárias à gestão. 

Gisela ser vice, na minha opinião, contribui

"A Gisela cumpriu um papel importante na eleição. E, como vice, ela passa a ter um papel estratégico. O fato de a Gisela ser vice, na minha opinião, contribui, ajuda. Mas nós vamos testar isso na prática depois que eles assumirem", falou o deputado estadual. 

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O posicionamento de Gisela entra em choque com Otaviano em algumas questões. A Revisão Geral Anual (RGA) é um dos pontos que a vice-governadora enfrentará resistências. Ela é favorável à consessão integral, para garantir o poder de compra da categoria, como os sindicatos apoiam. No entanto, Otaviano segue a linha mais conservadora, mesmo tom adotado pelo ex-governador Mauro Mendes (UB) para garantir o equilíbrio das contas públicas. 

Vamos testar isso na prática

Para aprovar a porcentagem do RGA  que é requerida pelos servidores Gisela Simona terá de mobilizar a base na Assembleia Legislativa (ALMT) e construir o consenso dentro do governo.  

O tom do governo de Pivetta é antecipado na Comissão de Transição. Otaviano sinalizou a intenção de extinguir três secretarias, fazer demissões em massa de comissionados e revisar contratos para garantir o equilíbrio fiscal. Ao enxugar a máquina, ele indica a dificuldade que Gisela e demais interlocutores junto ao governo terão para convencê-lo de fazer concessões que demandem gastos. 

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