O procurador-geral da Câmara Municipal de Cuiabá, Eustáquio Neto, afirmou nesta terça-feira (20) que o Legislativo da Capital não foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção e negociação de votos na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. A manifestação ocorre após os vereadores cuiabanos Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos, serem alvos de diligências no âmbito da investigação.
Em coletiva de imprensa, Eustáquio afirmou que as atividades administrativas e as sessões legislativas seguem normalmente e que a Câmara de Cuiabá está à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos.
“A Câmara continua com seus trabalhos normalmente, espera o desenrolar das investigações, espera que tudo seja esclarecido e a Câmara, como sempre, permanece à inteira disposição das autoridades policiais, do Ministério Público e também da Justiça”, declarou.
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Segundo o procurador, a Mesa Diretora de Cuiabá não recebeu notificações formais para o cumprimento de diligências nas dependências da Casa. Ele ressaltou que o foco da investigação é a eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande, realizada em maio deste ano e posteriormente anulada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
“É necessário que se esclareça que o que está sendo investigado atualmente é uma suposta ilegalidade na eleição da Mesa de Várzea Grande. Então, para o momento, certamente isso não interfere em nada na eleição realizada aqui na Câmara Municipal de Cuiabá”, afirmou.
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A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) para apurar suspeitas de um esquema envolvendo corrupção, compra de votos e distribuição de vantagens indevidas durante as articulações para a eleição do comando do Legislativo várzea-grandense. Ao todo, 15 vereadores são alvos da investigação, sendo 13 de Várzea Grande e dois de Cuiabá.
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Questionado sobre possíveis consequências para Ilde Taques e Alex Rodrigues, Eustáquio afirmou que eventuais providências dependerão dos elementos reunidos durante a apuração. Até o momento, segundo ele, não há informações que justifiquem medidas por parte da Câmara da Capital.
“No desenrolar das investigações, se houver informações que impliquem, seja o vereador Ilde ou seja o vereador Alex, aí com certeza as medidas serão tomadas. Mas, para o momento, não há nada acerca disso”, concluiu.
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