O vereador Bruno Rios (PL) afirmou que o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), “procura um culpado” pelos próprios atos após ser alvo da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) para apurar possíveis irregularidades na eleição da Mesa Diretora do Legislativo municipal, realizada em maio deste ano.
A declaração de Bruno ocorreu após Cerqueira afirmar, durante a abertura da sessão ordinária nesta terça-feira (20), que o vereador “irá pagar”.
“Eu não tenho nada a ver com essa situação, graças a Deus. Eu fico triste pelos demais colegas, mas cada um responde pelos seus atos. Foi isso que eu informei para ele. O mesmo está procurando um culpado pelas situações. Eu falei: olha, eu respondo pelos meus atos e não pelos seus atos”, declarou à imprensa.
Questionado se considerava exagerada a manifestação de Cerqueira no início da sessão, Bruno voltou a atribuir ao presidente uma tentativa de responsabilizar outras pessoas pelo caso.
“Com certeza [exagerou], sem sombra de dúvidas. Acredito que o mesmo está procurando o culpado, tentando imputar a outras pessoas os atos por ele praticado”, afirmou.
O vereador destacou ter “estranhado” que a apuração também envolveria vereadores de Cuiabá, mas que as informações sobre a investigação são preliminares.
“Ainda é preliminar, a gente ouve situações de todos os lados. Hoje a imprensa tem um poder de informação muito maior até do que nós vereadores. O que a gente sabe em relação aos bastidores ainda não foi nada divulgado ou conversado. O que a gente sabe é que existe um número suficiente, inclusive até vereador de Cuiabá, o que me causa estranheza”, disse.
Bruno afirmou que pretende solicitar informações ao Gaeco para compreender os elementos da investigação e avaliar eventuais providências no âmbito do Legislativo. Segundo ele, o objetivo é que os fatos sejam esclarecidos e que a Justiça seja feita.
A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada nesta terça-feira (20) para investigar suspeitas de irregularidades relacionadas à articulação política para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
A ação tem como alvo 15 vereadores, sendo 13 do município e dois de Cuiabá, e mobilizou mais de 200 agentes. A investigação busca apurar possíveis práticas ilícitas no processo de escolha da direção do Legislativo.
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