O vereador de Várzea Grande, Rogerinho Dakar (PSDB), ex-diretor do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), afirmou que o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) recolheu um dossiê durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua casa, nesta terça-feira (20). Já o ex-vereador e atual secretário da Câmara, Samir Japonês (PL), negou envolvimento esquema para compra de votos à eleição da Mesa Diretora.
Ambos são alvos da Operação Cathedra Venalis. Rogerinho, atual líder do governo que foi retirado do DAE pela prefeita Flávia Moretti (PL) após o vazamento de vídeo em que recebe maços de dinheiro, disse que recebeu os policiais e entregou documentos para contribuir com as apurações.
"É um vídeo totalmente fora do contexto, não tem nada a ver com a com a vida pública e isso aí", minimizou Rogerinho.
O vereador afirmou que, durante os cinco meses em que esteve à frente do departamento, foram realizadas 15 licitações e houve a participação do Instituto da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), além de medidas de transparência. Segundo ele, o trabalho teria incomodado algumas pessoas.
Sobre a investigação da Mesa, ele disse que não votou e afirmou que o vídeo não tem relação com sua vida pública.
Na delegacia da Polícia Civil, Samir falou que é alvo de perseguição, mas disse não ter condições de acusar alguém. O ex-vereador foi até a delegacia para tentar recuperar o celular recolhido pelos policiais. Ele disse estar tranquilo e defendeu que a eleição da Mesa Diretora, a classificando como democrática.
Samir disse estranhar a inclusão de vereadores da Capital na operação e negou envolvimento em pagamentos.
"Eu não fiz parte de nada de pagamento e nada", declarou.
OPERAÇÃO CATHEDRA VENALIS
A operação foi deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira (20) e cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação apura suspeitas de corrupção, compra de votos e negociação de vantagens indevidas na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, realizada em maio deste ano.
Na ocasião, Wanderley Cerqueira (MDB) foi reeleito presidente da Casa por 12 votos a 11. A eleição foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após decisão do ministro Dias Toffoli, que considerou irregular a antecipação do pleito para o biênio 2027/2028.
Além de vereadores, a operação alcança servidores e ex-integrantes da Câmara de VG.
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