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Política Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 10:19 - A | A

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 10h:19 - A | A

"MAIS DE 30 DENÚNCIAS"

Wanderley desconversa sobre operação e tenta alfineta Prefeitura de VG; veja vídeo

O presidente da Câmara disse desconhecer detalhes da investigação do Gaeco e que considera "estranha" ação; Cerqueira é apontado como operador de esquema para compra de votos para eleição da Mesa Diretora

CAMILA RIBEIRO / BIANCA MORTELARO
Da Redação

Reprodução

Wanderley Cerqueira

O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), desconversou sobre a Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (20). Cerqueira, apontado como operador de um esquema para compra de votos para eleição da Mesa Diretora, classificou a ação policial como "estranha" e alfinetou a prefeita Flávia Moretti (PL), questionando o motivo pelo qual a gestão da bolsonarista não é investigada mediante mais de 30 denúncias feitas a Polícia Civil. 

"Eu desconheço a operação. E eu acho muito estranho, né? Na minha casa não teve busca. Mais de 30 denúncias já da prefeita aí", declarou o presidente à imprensa. 

LEIA MAIS: Veja quem são os vereadores de VG alvos de operação que investiga compra de votos

Wanderley falou que ainda não obteve acesso ao processo e voltou a criticar o que considera uma diferença de tratamento em relação às denúncias contra a Câmara e Prefeitura de VG. 

"Eu não me inteirei dos fatos, eu tô achando muito estranha essa operação, tá? Porque tem mais de 30 denúncias, eu acredito mais de 50 contra a prefeitura e a denúncia na Câmara", disse.

A Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de corrupção, compra de votos e negociação de vantagens indevidas relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, realizada em maio deste ano. Na ocasião, Wanderley Cerqueira foi reeleito presidente por 12 votos a 11.

A ação cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Entre os alvos estão vereadores das duas cidades, além de servidores e ex-integrantes do Legislativo várzea-grandense.

A investigação também busca esclarecer possíveis pagamentos a parlamentares para que mantivessem silêncio sobre determinadas situações.

A eleição da Mesa Diretora já havia sido anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em maio, após decisão do ministro Dias Toffoli, que considerou irregular a antecipação do pleito para o biênio 2027/2028.

A força-tarefa reúne integrantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, com apoio de unidades especializadas da Polícia Militar. 

VEJA VÍDEO

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