O presidente eleito da Câmara de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), afirmou que o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) apreendeu apenas o celular dele durante buscas nesta terça-feira (20). Mandado foi cumprido no âmbito da Operação Cathedra Venalis. Segundo Ilde, nada ilegal foi encontrado ou apreendido na residência. O parlamentar nega envolvimento nas supostas irregularidades apuradas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
A Operação Cathedra Venalis investiga compra de votos para eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. Na cidade vizinha a Cuiabá, 13 vereadores foram alvos do Gaeco. No entanto, a operação acabou atingindo também Ilde e o correligionário, o vereador Alex Rodrigues. Ambos participaram de almoço com os parlamentares várzea-grandenses.
À imprensa, Ilde evitou comentar sobre batida em seu carro feita pela Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) no início do ano. Alex Rodrigues estava com Ilde na ocasião. "Não foi apreendido nada ilegal, nem na minha casa e nem no meu carro", garantiu.
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Ele também disse que compareceu a almoço com Alex promovido pelo grupo do presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), mas acentuou que no encontro não houveram discussões políticas relacionadas à eleição. "Não foi falado nada de articulação lá, não foi falado nada da eleição da Câmara. Eu não participei. Eu fui apenas convidado para um almoço", disse.
A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), afastou o Legislativo da operação. Por meio de nota, Paula afirmou que as "eventuais condutas individuais não representam a atuação" da Câmara.
OPERAÇÃO INVESTIGA COMPRA DE VOTOS
A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira (20) para investigar suspeitas de compra de votos e negociação de vantagens indevidas na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, realizada em maio deste ano.
Na ocasião, Wanderley Cerqueira foi reeleito presidente da Casa por 12 votos a 11. A investigação busca esclarecer se houve pagamentos a vereadores para garantir apoio à chapa e possíveis vantagens relacionadas a outras situações. Além de Ilde Taques, o vereador Alex Rodrigues, também do Podemos, está entre os alvos da investigação em Cuiabá.
Alex confirmou que participou do almoço com vereadores de Várzea Grande na véspera da eleição, mas negou envolvimento em compra de votos. Ele afirmou que esteve no local por proximidade com o anfitrião, o vereador Miguel Júnior (Cidadania).
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“Acredito que eu estava no lugar errado, na hora errada”, declarou Alex.
O vereador também disse que pretende consultar os advogados para compreender o teor das investigações e afirmou que deseja colaborar com as autoridades.
Ao todo, a operação cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação segue em andamento.
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