O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) avalia que a saída de Janaina Riva (MDB), Eduardo Botelho (MDB) e Júlio Campos (União Brasil) da Assembleia Legislativa impõe desafios à oposição. Ele destacou a capacidade de articulação dos deputados que não conseguiram se reeleger em 2026 e afirmou que o bloco precisará reconstruir alianças para manter força nas votações.
Janaina disputou o Senado e, por isso, o grupo não contava com seu retorno. Mas as derrotas de Botelho e Campos surpreenderam o bloco. Ambos acabaram como suplentes e devem retornar apenas em eventuais rodízios. Lúdio disse que Júlio, por exemplo, apesar de manter posição de independência na Casa em relação ao governo, acabava votando com os demais. Já Janaina ficava mais na interlocução com os deputados da situação.
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"Janaina tinha um papel importantíssimo ali, porque tem uma grande capacidade de articulação, diálogo e interlocução. Para nós da oposição, sempre foi muito importante o papel que ela desempenhou na Assembleia", afirmou.
O deputado também citou a saída de Paulo Araújo (Republicanos), que, mesmo integrando a base do governo, apoiava pautas relacionadas aos servidores. Quanto a Botelho, Lúdio acompanhou Dilmar Dal Bosco (União Brasil), ressaltando que ele teria condições de conquistar a reeleição, mas acabou prejudicado pela composição da chapa do MDB, que elegeu apenas três candidatos.
Diante da nova configuração da AL, Lúdio disse que a oposição deve evitar o isolamento e investir no diálogo para ampliar o apoio em votações estratégicas. "Vamos ter que reconstruir nossas pontes com os parlamentares, inclusive com aqueles que integram a bancada do governo", falou.
Como exemplo, ele lembrou a votação do veto ao reajuste dos servidores do Poder Judiciário, realizada na última quarta-feira (7). Para ele, foi uma evidência que os posicionamentos dos deputados podem ultrapassar a divisão entre oposição e situação.
Na ocasião, Lúdio defendeu a derrubada do veto do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), mas a medida foi mantida pela maioria. Apenas seis deputados votaram pela derrubada, enquanto a maioria se posicionou pela manutenção do veto.
Entre os favoráveis à derrubada estavam integrantes da oposição, como Lúdio, Valdir Barranco (PT) e Janaina Riva, além de deputados da base governista, como Carlos Avallone (PSDB) e Gilberto Cattani (PL).
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