A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) rebateu, nesta quinta-feira (15), a representação por propaganda eleitoral irregular apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, a parlamentar afirmou que a iniciativa judicial reforça sua convicção de que seus posicionamentos políticos incomodam setores da esquerda.
“Erika Hilton, obrigado. Só me deu a certeza de que estou no caminho certo. Porque realmente mostrou que o meu posicionamento está incomodando. E quando a gente incomoda a esquerda com os nossos posicionamentos coerentes, convictos, é sinal de que a gente está no caminho certo”, declarou.
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A vereadora também comparou sua postura à da deputada federal e afirmou que considera legítimas suas manifestações públicas.
“A respeito, porque ela representa muito bem o público dela. Mas não tenho a mesma conduta, inclusive, na hora de fazer os meus questionamentos e os meus posicionamentos. Porque diferente dela, eu não a ofendi. Diferente dela, os meus posicionamentos são concretos, convictos, posicionamentos que defendem a minha ideologia”, disse.
A parlamentar ainda afirmou que continuará defendendo suas ideias, independentemente das reações políticas da ala de esquerda.
“As minhas convicções, as minhas opiniões, a minha postura como parlamentar segue sendo feita, independente se está agradando ou não, a esquerda. Eu continuo defendendo aquilo que eu acredito. Eu continuo defendendo aquilo que eu considero importante para a nossa sociedade”, afirmou.
ENTENDA A AÇÃO JUDICIAL
A representação apresentada por Erika Hilton questiona o impulsionamento pago de uma publicação de Michelly no Instagram durante o período em que a vereadora disputava uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A deputada sustenta que o conteúdo pode configurar propaganda eleitoral negativa, em desacordo com o artigo 57-C da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), que estabelece regras para a propaganda eleitoral na internet.
A publicação questionada relaciona a defesa de valores cristãos e da família à participação política e menciona a atuação de Erika Hilton à frente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A representação foi apresentada no contexto das eleições de 2026, em que Michelly concorreu a uma vaga no Legislativo estadual mato-grossense, enquanto Erika disputou a reeleição como deputada federal por São Paulo.
Na defesa apresentada à Justiça Eleitoral, os advogados de Michelly pediram a extinção da representação sem julgamento do mérito. Entre os argumentos, alegam que Erika não teria legitimidade para apresentar a ação e apontam falta de interesse de agir, sob a justificativa de que as duas candidatas disputaram cargos em circunscrições eleitorais distintas.
No mérito, a defesa sustenta que a publicação expressava as convicções cristãs e a participação política da própria candidata, sem ofensas, críticas diretas ou ataques de natureza eleitoral negativa. A discussão será analisada pela Justiça Eleitoral.
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