A vice-governadora eleita, Gisela Simona (União Brasil), rebateu o senador eleito e ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) sobre acabar com a estabilidade dos servidores. Para ela, a medida é inadequada e compromete a atuação dos profissionais ao invés de aumentar a eficiência como argumentado por Mendes.
"Não é adequada. Sou a favor da estabilidade do servidor público. Quem é servidor público sabe que, se essa estabilidade acabar, muitas vezes ficaremos impossibilitados de executar o serviço da forma eficiente como deve ser feito", disse Gisela ao programa Roda de Entrevista.
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Gisela apontou que os órgãos públicos têm outros meios para aferir a produtividade, como avaliações de desempenho. Além disso, ela citou iniciativas adotadas pelo próprio ex-governador, como o 14º salário e bônus como alternativas ao fim da estabilidade.
A vice-governadora eleita também contestou a ideia de que a estabilidade impeça a demissão e citou o processo administrativo disciplinar (PAD) que pode implicar na exoneração do servidor que comete irregularidades ou não desempenhe suas funções.
"Existem mecanismos legais para punir o mau servidor público, aquele que não trabalha, que se corrompe ou que comete irregularidades", destacou.
Gisela é servidora de carreira e chefiou o Procon de MT. A vice foi escalada pelo governador reeleito Otaviano Pivettta (Republicanos) para atuar como interlocutora dos servidores.
DECLARAÇÃO DE MM
Mauro Mendes defendeu o fim da estabilidade em fórum do Lide Brasil em Brasília na última quinta-feira (8). Ele não detalhou quais categorias seriam atingidas nem como a proposta seria implementada, mas indicou que a mudança poderia ser aplicada aos novos contratados.
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