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Justiça Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 10:42 - A | A

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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 10h:42 - A | A

MÚLTIPLAS FRATURAS

Justiça manda Estado de MT transferir idosa agredida para cirurgia facial na capital

Após ficar semanas sem leito especializado, paciente de Terra Nova do Norte consegue vaga no Hospital H-Bento por meio de liminar obtida pela Defensoria Pública

DA REDAÇÃO

Canva

Femincídio violência contra mulher  violência de gênero

Uma idosa de 62 anos vítima de agressão física na zona rural de Terra Nova do Norte (630 km de Cuiabá) conseguiu na Justiça o direito de ser transferida para o Hospital H-Bento, em Cuiabá, para realizar uma cirurgia bucomaxilofacial na rede pública. M. C. S. deu entrada na unidade de saúde da capital no fim da tarde de segunda-feira (19), após decisão liminar proferida pela Vara Única do município.

A idosa sofreu múltiplas fraturas nos ossos da face, incluindo nariz, seio maxilar e a região do olho, em decorrência do espancamento ocorrido em 28 de setembro. O caso havia sido inserido no Sistema Nacional de Regulação com prioridade máxima de urgência, mas a falta de leitos especializados no Estado impedia o encaminhamento para o procedimento cirúrgico.

Diante do impasse e das dores e tonturas relatadas pela idosa, a defensora pública Taís Stradiotto Papa ingressou com ação com pedido de liminar para exigir a vaga ou o custeio da cirurgia na rede privada. A ausência de vaga na rede pública não pode constituir obstáculo à efetivação do direito fundamental à saúde, especialmente quando o próprio sistema de regulação reconhece a urgência do atendimento, argumentou a defensora no processo.

A idosa chegou a ter a alta inicial solicitada porque a família do suspeito das agressões havia prometido pagar o tratamento particular, compromisso que não foi cumprido. Sem recursos para custear os exames e a operação, a vítima retornou ao hospital municipal e passou a contar com o auxílio do órgão público para garantir a transferência.

Ao acolher o pedido, o juiz substituto Iorran Oliveira fixou prazo de 24 horas para que o Estado de Mato Grosso disponibilizasse o leito especializado e autorizou a contratação de hospital privado caso a rede estadual não tivesse vaga imediata. A prefeitura do município do interior ficou responsável por custear a logística e o transporte da paciente e de um acompanhante até Cuiabá.

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