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Justiça Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 16:19 - A | A

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Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 16h:19 - A | A

COMPORTAMENTO OBSESSIVO

Carlinhos diz que matou casal após ser xingado de "corno" e culpa signo por dificuldade em aceitar término

Durante o interrogatório, o réu afirmou que o relacionamento chegou ao fim após considerar inadequada a postura de Thays e disse que passou a monitorar a localização da ex

ANDRÉ ALVES
Da Redação

Reprodução

Carlinhos bezerra

Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, afirmou nesta sexta-feira (31), durante interrogatório no Tribunal do Júri, que teve dificuldade para aceitar o fim do relacionamento com Thays Machado, atribuiu parte da reação ao fato de ser do signo de câncer e responsabilizou William Moreno, que o teria chamado de “corno”, pelo desfecho que terminou com a morte do casal. Segundo ele, teria desistido de cometer assassinar os dois se tivessem se passado “mais alguns segundos" e ele não fosse alvo do xingamento.

O réu também negou parte das informações divulgadas sobre o caso, afirmou que a imprensa exagerou diversos pontos, disse que o compartilhamento de geolocalização com Thays era consentido e contou que passou a monitorar a localização da ex-companheira após o término do relacionamento.

Em seu depoimento, Carlinhos relatou que o relacionamento com Thays durou três anos e sete meses e foi marcado por diversos términos e reconciliações. Segundo ele, apesar dos conflitos, o casal viveu muitos momentos felizes.

O filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra afirmou que o rompimento definitivo começou a se desenhar em 24 de dezembro de 2022, quando os dois estavam em um restaurante próximo à casa da mãe de Thays. De acordo com seu relato, ela permaneceu por mais de dez minutos conversando com um homem que respondia apenas de forma monossilábica. Incomodado com a situação, disse que considerou deselegante a forma como foi tratado, pagou a conta e deixou o local, dizendo para a então namorada continuar conversando com o rapaz.

Ainda conforme o depoimento, no dia 31 de dezembro o casal chegou a planejar passar a virada do ano junto em uma tentativa de reconciliação. No entanto, quando ele pediu para "não fazer outra daquela", se referindo ao comportamento da Tahys que ele considerou inadequado, ela decidiu encerrar definitivamente o relacionamento e o bloqueou no telefone.

Carlinhos contou que, após o bloqueio, passou a verificar constantemente a geolocalização compartilhada entre os dois. Segundo ele, foi dessa forma que descobriu o momento em que Thays buscou William Moreno na rodoviária dias antes do crime. O réu afirmou que os seguiu apenas para descobrir quem era o homem e disse que, ao vê-los entrarem juntos no apartamento da mãe de Thays, havia percebido que o relacionamento havia acabado de forma definitiva. Mas que, apesar disso, continuou monitorando sua localização.

Mesmo com o término, ele tentou falar com Thays mais de 900 vezes entre os dias 1º e 18 de janeiro de 2023, quando o casal foi assassinado.

LEIA MAIS: Carlinhos Bezerra tentou contato com ex mais de 900 vezes e procurou 'cigana' antes de matar casal

O CASO

Thays Machado era ex-companheira de Carlinhos. No dia de sua morte, em 18 de janeiro de 2023, ela havia acabado de buscar o atual namorado, William Moreno, no aeroporto, em Várzea Grande, quando ambos foram surpreendidos com tiros na calçada do edifício Solar Monet, onde vivia a mãe da vítima.

Thays e William morreram ainda no local. Carlinhos chegou a fugir para uma propriedade rural da família dele, cujo patriarca é o ex-governador de Mato Grosso, Carlos Bezerra. No decorrer do processo, o réu chegou a ser beneficiado com prisão domiciliar, mas voltou à cadeia após violar cautelares.

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