Justiça Sábado, 12 de Novembro de 2011, 09:24 - A | A

Sábado, 12 de Novembro de 2011, 09h:24 - A | A

TRIBUNAL DO JÚRI

Acusado de matar 3 funcionários da UFMT é condenado a 51 anos de cadeia

Jorge Luiz Tabory, foi condenado a 51 anos de reclusão; acusado poderá responder em liberdade fato contestado por procurador da República

DA REDAÇÃO

Imagem da Internet

Jorge Tabory poderá recorrer da sentenção em liberdade

A juíza federal Tânia Zucchi de Moraes do Tribunal do Júri da Comarca de Rondonópolis (230 km de Cuiabá) condenou o servidor da Universidade Federal de Mato Grosso, Jorge Luiz Tabory, 44 anos, a 51 anos de reclusão pelas mortes  da pró-reitora Sorahia Miranda de Lima,41 , do professor do curso de Zootecnia  Alessando Luiz Fraga,33 , e do prefeito do campus, Luiz Mauro Pires Russo de 44 anos.

A juíza divulgou a  sentença por volta das 21h20 de sexta-feira (11), segundo dia de julgamento, na presença dos familiares dos servidores públicos federais que foram mortos no dia 27 de novembro de 2007 em um carro na cidade de Rondonópolis.

Jorge Luiz Tabory, apontado de ser mandante do assassinato foi condenado a 17 anos de reclusão para cada pessoa que ele determinou a morte, totalizando pena de 51 anos.

O acusado poderá recorrer da sentença em liberdade, fato que foi contestado pelo procurador da República que conduziu os trabalhos da acusação, Douglas Santos Araújo. 

O procurador anunciou que vai recorrer da decisão. Evitando falar com a imprensa, a única declaração concedida foi de uma amiga da família: “Ele foi canonizado com essa sentença”, referindo-se ao fato de Jorge poder recorrer em liberdade. 

O advogado de defesa está confiante de que seu cliente poderá responder em liberdade, já na próxima segunda-feira (14). Há quatro anos, Tabory cumpri pena na Penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis. 

Durante a explanação das partes, o processo que até então era sigiloso, foi detalhadamente descrito tanto pela acusação quanto pela defesa de Jorge Tabory. 

JULGAMENTO

O procurador Douglas Santos abriu o debate às 10h da manhã alertando para as fortes cenas que seriam exibidas no telão montado diante do júri e da platéia. 

Eram as imagens de uma emissora de televisão que registrou o momento em que os servidores federais haviam acabado de ser alvejados pelos disparos de Jaeder Silveira na noite do dia 27 de novembro de 2007.

A acusação insistia no envolvimento de Jorge Tabory não apenas como mandante, mas também como responsável por dar suporte ao executor na noite do crime, conforme esclareceu as investigações da Polícia Federal. 

Durante mais de uma hora, o advogado de defesa do réu, Élson Resende, tentou mostrar aos jurados que não era possível atribuir a Jorge a logística do crime dada a Jaeder Silveira, em função de álibis apresentados pelo cliente. 

Um álibi apontado pela defesa, foi de que Tabory teria levado uma filha ao Pronto Atendimento e depois seguido para a residência da sogra, o que lhe teria impossibilitado levar Jaeder ao local do crime.

Ao todo, seis testemunhas, entre as de defesa e as de acusação, e três informantes foram ouvidos por ambas as partes, além de esclarecerem dúvidas dos jurados e da juíza federal.

O CASO

Segundo a denúncia, Jorge Tabory prometeu 3 mil reais ao amigo dele, o lavador de carros Jaeder Silveira dos Santos, para matar a pró-reitora da UFMT. O objetivo do crime era manter o contrato irregular da empresa de lavagem de carros Valdir de Carvalho-ME com UFMT. A empresa era de propriedade do servidor público Jorge Tabory e estava sendo alvo de uma rigorosa fiscalização e controle de execução dos serviços por parte da pró-reitora.

Simulando um assalto, Jaeder dos Santos disparou quatro tiros contra a pró-reitora e os servidores Luiz Mauro Pires Russo e Alessandro Luiz Fraga, por volta das 23h30 do dia 27 de novembro de 2007.

Em janeiro de 2008, o MPF denunciou Jaeder Silveira dos Santos por homicídio qualificado, cuja pena é de reclusão de doze a 30 anos, e posse ou porte ilegal de arma de fogo; e Jorge Luiz Tabory também por homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo. Jaeder dos Santos foi condenado em 2008.

(com informações do Diário de Cuiabá)

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