Quase dois anos depois de Carlos Alberto Gomes Bezerra, o “Carlinhos Bezerra” assassinar a ex-esposa Thays Machado, de 44 anos, e o namorado dela, Willian César Moreno, de 30, em janeiro de 2023, em Cuiabá, o filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, a ainda não tem data pra enfrentar o Tribunal do Júri.
Mesmo sem um dia definido para seu julgamento, Carlinhos foi destaque na mídia diversas vezes na mídia em 2025, com pedidos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para afastar o Júri Popular, tentativa de mudar a comarca do julgamento, tentativa de não pagar pensão à ex-sogra e alienação imobiliária por ter dado cheque sem fundo para um terceiro. Até mesmo seu pai, se pronunciou pela primeira vez sobre o filho alegando que ele deve ter algum tipo de “anomalia mental” e que matou a ex em algum momento de loucura.
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Segundo as investigações, Carlinhos Bezerra teria monitorado a ex-namorada por meio de aplicativos instalados no celular dela e acumulado 71 registros de geolocalização dos locais que Thays frequentava. No dia do crime, em 18 de janeiro de 2023, ele aguardou o casal na porta do condomínio onde morava a mãe da vítima, no bairro Consil, e efetuou os disparos que mataram os dois.
Após o duplo homicídio, ele fugiu para uma fazenda da família em Campo Verde, onde foi preso ainda no mesmo dia.
Em 2024, o caso voltou ao centro das atenções quando Carlinhos, que havia conseguido prisão domiciliar alegando problemas de saúde, foi flagrado circulando normalmente por Cuiabá, inclusive em um supermercado, em descumprimento às medidas impostas pela Justiça. A juíza da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica revogou o benefício e determinou seu retorno imediato à prisão.
A decisão destacou que o réu demonstrava “sensação de impunidade” e representava risco à ordem pública, considerando a gravidade do crime.
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Tentativas de recursos e derrota no STJ
Ao longo de 2025, a defesa de Carlinhos Bezerra apresentou uma série de recursos para tentar evitar o Tribunal do Júri. Um dos mais significativos foi julgado em agosto de 2025, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, o pedido para afastá-lo do julgamento popular. A Corte determinou ainda a certificação de trânsito em julgado da decisão, encerrando essa etapa recursal.
Sem sucesso nos recursos, a defesa adotou nova estratégia: solicitou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que o julgamento não ocorra em Cuiabá, alegando possível comoção social e pedindo a suspensão do processo até decisão definitiva sobre o pedido de mudança de comarca.
No entanto, a juíza Ana Graziela Vaz de Campos, da Vara Especializada de Violência Contra a Mulher, já havia decidido pela pronúncia de Carlinhos Bezerra, confirmando que ele será julgado pelo Tribunal do Júri e mantendo sua prisão preventiva diante da gravidade dos fatos e do risco de fuga.
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