O tropeço custou caro. O triunfo momentâneo, aliado à derrota do Manchester United na casa do West Ham, levava o Chelsea ao G-4 da Premier League. Mas o concorrente conseguiu a igualdade aos 51 do segundo tempo e, com o 1 a 1, subiu para 45 pontos, diante de 44 do Chelsea.
O técnico Liam Rosenior se rendeu ao talento verde e amarelo e mandou os três brasileiros a campo desde o início. Além de Andrey Santos na contenção, colocou Estêvão e João Pedro na frente, auxiliados por Cole Palmer. Em temporada excelente, Pedro Neto ganhou um descanso, ficando no banco.
Diante de uma ameaçado oponente, a ordem era não apenas jogar bem, mas evitar perda de pontos na busca pelo quinto triunfo seguido na Premier League em disputa acirrada pelo G-4, enquanto o Arsenal lidera tranquilamente.
O começo, entretanto, trouxe inúmeras dificuldades ao Chelsea. A forte marcação dificultava a criação das jogadas, Estêvão pouco pegava na bola e, por consequência, o goleiro Darlow não trabalhava. A torcida azul, ao mesmo tempo em que apoiava, mostrava-se irritadiça com o futebol carente do time.
O Chelsea demorou 20 minutos para ameaçar o gol do Leeds. Ainda assim, em finalização errada de João Pedro, que não acertou a bola com força e apenas recuou ao goleiro. Com o adversário carregado de cartões amarelos pelo excesso de faltas, contudo, os espaços começaram a surgir.
E o placar acabou aberto com João Pedro. O brasileiro recebeu lindo passe de Cole Palmer na frente e apenas deslocou Darlow com uma cavadinha. Bastou um ataque benfeito para o gol sair, alegrando a barulhenta torcida. Antes do 1 a 0, Liam Rosenior escreveu em um papel como queria que o centroavante se posicionasse e colher os frutos rapidamente.
Então complicado, o jogo ficou todo aberto e com amplo domínio do Chelsea. Palmer e João Pedro quase ampliaram. Um não finalizou e o outro mandou para fora ao pegar mal na bola. A etapa terminou com um apagado Estêvão empurrando o defensor na placa de publicidades.
Estêvão voltou do intervalo e quase ampliou em batida rasteira. Aos 10 minutos, após lançamento longo, Bijol empurrou João Pedro pelas costas de maneira bisonha: pênalti cobrado com precisão por Cole Palmer.
Aos 20 minutos, no primeiro ataque do Leeds após a substituição de Estêvão - recebeu um carinho do treinador -, foi a vez de Nmecha anotar de pênalti. O centroavante bateu forte e recolocou os visitantes na partida.
Okafor empatou logo depois após um grande bate e rebate na área do Chelsea. O lance acabou gerando enorme reclamação dos locais após a bola bater no braço de Bogle, que disputou com a zaga e o goleiro até o companheiro receber, sozinho, para empurrar às redes vazias.
Astro do Chelsea, Cole Palmer teve em seus pés a oportunidade de garantir uma vitória sofrida já nos acréscimos. Recebeu livre na pequena área, fez pose e a batida acabou subindo, sem goleiro. Camisa 10 e os torcedores ficaram incrédulos com a chance de ouro desperdiçada.
MANCHESTER UNITED EMPATA COM O WEST HAM NOS ACRÉSCIMOS E SE MANTÉM NO G-4
O United visitou o West Ham, primeiro time na zona de rebaixamento, atrás de um feito que não conseguia há muito tempo: ganhar cinco seguidas. Porém, a apresentação foi ruim na casa do West Ham e a equipe se safou de derrota somente aos 51 minutos da segunda etapa, com Sesko garantindo o 1 a 1. O empate manteve a equipe no G-4 - vale vaga para próxima edição da Champions League.
Mesmo diante de um rival desesperado, o United começou acuado. Empurrado pela torcida, o West Ham era atrevido e buscava o ataque atrás de um triunfo na luta para sair do buraco. Sumerville exigiu grande defesa de Lammens.
Empolgado, os mandantes se lançavam à frente sem se importar em dar campo para os visitantes contra-atacarem. Luke Shaw teve a oportunidade de soltar o grito de gol, mas Bissaka cortou em cima da linha e salvou o West Ham. A partida, aberta, foi divertida, mas com o 0 a 0 prevalecendo até o intervalo.
O ritmo alucinante se manteve no começo do segundo tempo e um lançamento quase na linha de fundo acabou em gol do West Ham. A defesa não afastou pelo alto, Bowen recebeu na direita e cruzou para Soucek escorar e levar o estádio à loucura com o 1 a 0.
O United, sofrendo atrás, começou a apelar aos chuveirinhos. E chegou à igualdade em cabeçada de Casemiro. O brasileiro foi flagrado em impedimento e o lance acabou impugnado para nova explosão das arquibancadas.
Nos acréscimos, o West Ham teve três chances em contragolpes e não aproveitou. Cole Wilson foi fominha em uma e em outra bateu para defesa do goleiro. O castigo veio aos 51 minutos. Mbeumo cruzou e Sesko deixou tudo igual, de cabeça.
O Chelsea já volta a campo na sexta-feira, para a Copa da Inglaterra, na qual visita o Hull City pela quarta fase. Pela Premier League, joga no dia 21, mais uma vez como mandante, desta vez contra o Bournemouth. Já o United está fora da competição de mata-mata e atua somente na segunda-feira, dia 23, em visita ao Everton, pelo Inglês.
RAYAN VOLTA A SE DESTACAR NO BOURNEMOUTH
Contratado para a vaga de Semenyo, negociado com o Manchester City, o jovem Rayan, revelação do Vasco, continua chamando a atenção nesta ainda curta passagem pela Premier League. Nesta terça, o atacante cometeu um pênalti, convertido por Ndiaye, mas deixou sua marca, de cabeça, e ajudou a equipe a buscar a virada, por 2 a 1, na casa do Everton.
Rayan deixou o campo em Londres aplaudido pela torcida do Bournemouth já nos acréscimos, substituído. São três jogos do vascaíno na Europa, com uma assistência e dois gols anotados.
(Com Agência Estado)
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