O mercado financeiro também avalia os possíveis efeitos econômicos da reciprocidade, enquanto a proximidade das eleições tende a manter os ativos domésticos mais sensíveis ao noticiário político.
A combinação de fatores domésticos tem contribuído para a pressão sobre o real, com o dólar atingindo R$ 5,23 na sessão da manhã desta sexta-feira. Na quinta, a moeda norte-americana frente ao real fechou a R$ 5,1930, maior nível desde 2 de julho.
A medida ocorre em um momento de maior sensibilidade dos ativos domésticos ao noticiário político e eleitoral. Até a sessão de ontem, o dólar à vista acumulava alta de 2,15% na semana e de 2,42% em agosto, após queda de 1,79% em julho.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que o Brasil irá usar o instrumento da Lei da Reciprocidade Econômica frente às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros com "proporcionalidade". Segundo ele, serão adotadas apenas as medidas que contribuam para solucionar a questão comercial.
Operadores afirmam que segue em curso a redução das posições de investidores estrangeiros em ativos locais, movimento que ganhou força a partir de terça-feira, após o JPMorgan rebaixar a recomendação para o Brasil e a divulgação de pesquisas eleitorais que confirmaram o favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial. Até ontem, o real acumulava o pior desempenho em agosto entre as divisas mais líquidas.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










