Artigos Sexta-feira, 24 de Junho de 2011, 18:00 - A | A

Sexta-feira, 24 de Junho de 2011, 18h:00 - A | A

Sobre a tragédia no shopping

Todos têm o direito – e a necessidade – de sofrer sua perda, passar por cada uma uma das etapas. Quando perdemos alguém paramos para refletir sobre o que é realmente importante na vida, como demonstrar o que sentimos para os que estão próximos.

JOSI NAVARRO

 

Divulgação

 

Dois adolescentes perderam a vida num shopping da capital nesta semana. Uma garota de 13 anos e um rapaz de 15 anos. Ele divertiam-se com amigos e acessaram um escada de serviço.

Provavelmente impelidos pelo desejo de explorar subiram a escada e entraram no forro. Em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas, o telhado cedeu sob o peso do grupo e cinco cairam. A jovem morreu no local da queda e o amigo após ser submetido a uma cirurgia.

Não os conheço, nem suas famílias. No entanto, coloco-me no lugar de seus pais. A dor de perder parte de si é imensurável. Neste momento o apoio de amigos e familiares, além da fé, são fundamentais. É preciso externar a dor.

Reagimos às perdas atravessando cinco etapas. Primeiro a negação, em seguida a revolta (raiva), depois a depressão e finalmente a aceitação. São as etapas do luto.

Certa vez, no consultório, fui procurada por por um homem que perdera o filho. Ele estava aflito e relatou o seguinte: “Todos querem que eu me distraia, que não fique triste. Eu estou doido ou o quê?”

- O senhor não está doido, respondi. Só depois de sentir totalmente a dor de sua perda é que poderá seguir sua vida plenamente.

A dor é legítima, é preciso atravessar esse vale. Mas existe o outro lado do vale, o recomeço.

Todos têm o direito – e a necessidade – de sofrer sua perda, passar por cada uma uma das etapas. Quando perdemos alguém paramos para refletir sobre o que é realmente importante na vida, como demonstrar o que sentimos para os que estão próximos.

As lembranças e o amor permanecerão nos corações dos que ficaram. A vida é assim, ganhamos, perdemos, morremos e amamos.

(*) JOSI NAVARRO é psicóloga em Cuiabá. Pubicado originalmente em seu blog.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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