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Polícia Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2025, 21:10 - A | A

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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2025, 21h:10 - A | A

TIRO NA NUCA

Médico que matou adolescente em Guarantã do Norte aguarda definição sobre julgamento

Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello já tinha medida protetiva de um outro relacionamento

APARECIDO CARMO
Da Redação

No ano em que Mato Grosso registrou 52 casos de feminicídio, o assassinato de Ketlhyn Vitória de Souza, de 15 anos, foi um dos destaques negativos do noticiário. O assassino foi o namorado dela, o médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, de 29 anos.

O crime foi registrado na madrugada de 3 de maio, na cidade de Guarantã do Norte (709 km de Cuiabá). Conforme noticiado à época, a adolescente pediu para dirigir o veículo do médico e foi para o colo dele, nesse momento ele teria pego a arma e disparado contra ela.

Ketlhyn foi levada por Bruno até um hospital da cidade. Desequilibrado emocionalmente, ele gritava para que salvassem a "menina dele" porque "não saberia viver sem ela". Após 40 minutos de tentativas de reanimação, a morte da adolescente foi declarado pela equipe médica.

Depois da morte de Ketlhyn, Bruno fugiu de Mato Grosso. Ele se entregaria à polícia no dia 5 de maio, no estado do Pará. Após audiência de custódia, ele foi mantido preso.

A defesa alegou que a morte ocorreu de forma acidental, durante uma bebedeira. Em um áudio enviado para o irmão, o médico disse que a garota tinha atirado contra apropria cabeça.

O laudo pericial, contudo, crava que o tiro que matou Ketlhyn entrou pela nunca e ficou alojado no lado esquerda da cabeça dela. Ou seja, ela não poderia ser a autora do disparo.

Além disso, Bruno não tinha autorização para estar com a arma usada no crime, que é de uso restrito.

O inquérito policial foi concluído com o indiciamento de Bruno por feminicídio, dano ao patrimônio público, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, disparo de arma de fogo, dirigir veículo sob a influência de álcool, entregar veículo automotor a pessoa não habilitada e servir bebida alcoólica à adolescente. Somando todos os crimes, a pena pode chegar a 62 anos de cadeia.

O médico já tinha histórico de violência e possuía uma medida protetiva contra uma ex-namorada, em registro de 2022.

Após a morte de Ketlhyn, o Conselho Regional de Medicina (CRM) de Mato Grosso abriu sindicância para apurar a conduta do profissional.

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