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Artigos Sábado, 14 de Junho de 2014, 08:00 - A | A

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Sábado, 14 de Junho de 2014, 08h:00 - A | A

Cara de paisagem

Prêmio maior é ser notado por câmeras dos jornalistas que registram as cenas que mais chamam a atenção nesta incrível miscelânea cultural e esportiva

VALÉRIA DEL CUETO


Divulgação

O Rio de Janeiro é uma festa e seu epicentro até entrar em campo o cenário do novo Maracanã, na partida entre Argentina e a Bósnia Herzegovina, na tarde desse domingo, é sem dúvida, a praia de Copacabana.


Daqui do oásis de paz e tranquilidade que (ainda) é a Ponta do Leme fiscalizo a movimentação, dando umas pernadas pelo calçadão para ir visitar, lá no Forte de Copacabana, do outro lado da praia, o CAM – Centro Aberto de Mídia, uma das bases do jornalismo mundial que cobre o evento.

Dá pra sentir a animação que se espalha em ondas pela orla de Copacabana. A “arrebentação” é logo ali, depois do Leme, na altura da Avenida Princesa Isabel, onde está localizado o FIFA FAN FEST.

Talvez seja essa gigantesca estrutura que ocupa a areia e estreita o calçadão por vários quarteirões a barreira que delimita nosso reduto de paz. À frente, em direção ao Posto 6, o ritmo é outro.

As levas coloridas de turistas que ocupam as areias, calçadas e, principalmente, os quiosques, bares e restaurantes se movimentam felizes e barulhentas. Ao contrário de nós cariocas, que precisamos manter nossa rotina de moradores e trabalhadores no maior cartão postal do país, para eles tudo é festa!

E, nesse quase carnaval, no quesito fantasia a originalidade conta muitos pontos. O uniforme mais comum é a bandeira do coração amarrada no pescoço servindo, inclusive, de proteção contra o ar mais fresco dessa época do ano. São como fantasias de alas das escolas de samba: básicas e em profusão.

O prêmio maior é ser notado por uma das dezenas ou centenas de câmeras de TVs e de celulares de jornalistas (são mais de dois mil cadastrados no Centro Aberto de Mídia) registrando dia e noite as cenas que mais chamam a atenção nesta incrível miscelânea cultural e esportiva.

O cocar gigantesco do torcedor solitário sul americano; a boneca inflável em tamanho natural com a camisa da Argentina, igual a do seu dono; os tradicionais chapéus mexicanos, perfeitos para proteger do sol carioca (se não tiver vento, é claro), todos já tiveram seus momentos de fama em fotos e nas telas de TVs do mundo inteiro.

Com o passar dos dias, os grupos começam a adotar seus lugares preferidos nos points do calçadão, delimitando seus territórios.

Indo e vindo, dá para mapear as preferências. Nas imediações do Copacabana Palace, por exemplo, o movimento é sempre intenso: além do cartão postal, é também, saída do metro. Tem gente à ufa! Ali, num dos quiosques, os colombianos montaram seu QG.

Estou só dando um exemplo, pra não acabar com a divertida brincadeira de encontrar as diversas representações pelo caminho da Princesinha do Mar.

Tem de tudo! Embalado muita cantoria e barulho. Nos quiosques a música só pode ser “voz e violão”. Percussão é proibida, sobre pena de multa para os proprietários. Em compensação, bateria na calçada, inserida no contexto de bandas de rock ou grupos de jazz ambulantes, isso pode.

Camelos vendem apitos e outros apetrechos que complementam as indumentárias turísticas, não apenas brasileiras. A linguagem é universal para realizar os negócios.

Durante o período da Copa do Mundo de Futebol, Copacabana é a Babel do século 21, com seus pecados e diferenças embalados e movidos por uma paixão, não apenas nacional, mas mundial.

Somos a mais linda paisagem da Cidade Maravilhosa!

Imagem síntese de um espírito maior: O esporte que a todos une. Em qualquer lugar do mundo...

*VALÉRIA DEL CUETO é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Ponta do Leme”, do SEM FIM... delcueto.wordpress.com

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