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Artigos Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 10:41 - A | A

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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 10h:41 - A | A

ANDRÉ ALVES

Calma, homens, não precisamos ser afeminados

ANDRÉ ALVES

Não vejo Big Brother, nem TV aberta há mais de 10 anos, mas basta abrir qualquer rede social para descobrir o assunto do momento. Agora é a vez de Juliano Floss, namorado da Marina Sena e participante do BBB 26, ser rotulado como “homem afeminado”. A internet adora um rótulo, especialmente quando envolve dizer aos outros como eles “deveriam” ser.

Mas o que significa isso, afinal? Cruzar as pernas? Chorar? Fazer xixi sentado? Não performar o estereótipo do macho rústico, trincado, invencível e emocionalmente analfabeto? Nada disso é novo. A diferença é que, antes, esses caras eram chamados de “mulherzinha” — sempre no pior sentido possível — e agora o debate ganhou palco.

E aí veio o plot twist: várias mulheres dizendo que gostam de homens assim. Não só a Marina Sena. E isso deveria ser uma ótima notícia. Existem muitas masculinidades possíveis e muitos gostos femininos para acompanhá-las. A vida é simples: sua tampa vai se encaixar na panela de alguém, desde que você não seja o ingrediente estragado da receita.

Desconstruir o “hétero top” ou o “esquerdo macho” não é sobre criar um novo molde obrigatório. É justamente o contrário: parar de achar que existe um jeito certo de ser homem. E, principalmente, parar de achar que existe um jeito certo de uma mulher existir para ser considerada “desejável”.

Entendam: há espaço para o afeminado, o rústico, o atlético, o normal, o intelectual, o prático, o músico, o engomadinho. O mundo é grande. O que não tem mais espaço é para o babaca.

E aí chegamos ao ponto que realmente importa. No Brasil — um dos países que mais mata mulheres no mundo — e em Mato Grosso — o estado que mais mata mulheres no Brasil — a discussão não é sobre cruzar as pernas ou usar saia. É sobre não ser violento, controlador, ciumento doentio, assediador, agressor, manipulador. É sobre não tocar mulheres sem consentimento. É sobre não tratar mulheres como território a ser conquistado.

Se você não faz nada disso, parabéns: você está apenas cumprindo o básico da civilidade humana.

Sim, homens podem ser como são. Desde que não sejam um escroto. O resto é detalhe.

(*) ANDRÉ ALVES é jornalista.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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