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Artigos Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 09:13 - A | A

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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 09h:13 - A | A

JOSÉ RODRIGUES

Política é igual a nuvem!

JOSÉ RODRIGUES ROCHA JÚNIOR

Ao que tudo indica o ano de 2026 será muito movimentado. Além das eleições e Copa do Mundo de Futebol, teremos vários outros movimentos durante o ano, que já se iniciou, com uma longa caminhada.Ao que tudo indica o ano de 2026 será muito movimentado. Além das eleições e Copa do Mundo de Futebol, teremos vários outros movimentos durante o ano, que já se iniciou, com uma longa caminhada.

As mídias demonstram que os pretensos candidatos não estão medindo esforços na contratação de assessoria para internet e Inteligência Artificial.

Além da guerra de narrativas, agora temos um mundo paralelo, digital, onde o irreal ganha contornos de verdades absolutas. Até os políticos mais antigos já se renderam às novidades eletrônicas, como vídeos, jingles e tik tok, por exemplo.

O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro, quando os eleitores vão escolher seus representantes na seguinte ordem de votação:

• deputado federal;

• deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal);

• senador (primeira vaga);

• senador (segunda vaga);

• governador (com o respectivo vice-governador da chapa);

• presidente da República (com o respectivo vice-presidente da chapa).

Mas os bastidores estão mais para a proximidade de um tsunami. Assim como ocorre no ambiente nacional, o ambiente local parece que terá muitos movimentos nos próximos meses. Já dizia um político bem conhecido em Mato Grosso: ”agora, vamos ver até lá, quem está vivo, quem não foi preso, quem não está com tornozeleira. Depois que tudo isso acontecer, aí que vamos saber, de fato, quem é candidato a que”. Passados alguns anos, a afirmação parece atual. Então como o cenário atual se apresenta?

Segundo as divulgações da imprensa, os pré-candidatos ao Governo do Estado são: Wellington Fagundes (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos), Jayme Campos (União Brasil), Natasha Slhessarenko (PSD). Mesmo sem dizer que são candidatos ao Governo do Estado, também aparecem nas pesquisas Janaína Riva (MDB), Max Russi (PSB) e Cidinho Santos (PP).

Já para o Senado Federal os pré-candidatos são: Mauro Mendes (União Brasil), Janaína Riva (MDB), José Medeiros (PL), Carlos Fávaro (PSD), Antônio Galvan (DC), Rafael Ranalli (PL) e Édina Sampaio (PT).

O poder, é como a sorte. Ela ri e, depois, trai. Sem grupo, não há dimensionamento. O jogo político é, sempre, daqueles que se estendem com suas forças. E com ela, solo firme. Quando há um time forte, segue-se no comando do jogo. Em um governo precisa-se criar um grupo. Na verdade, ter uma equipe e não um grupo, é como estar só. No poder é preciso o controle e, a isso ligado, ter quem sustente. Não é apenas um coletivo, mas quem pense como. Grupo é o todo. Nele estão todas as idas do tabuleiro. Com ele, desenha-se tudo e, por isso, estudado as movimentações. Isso quer dizer tudo. Sem grupo, não existem mexidas que dão certo. 

Não adianta querer ser candidato de si mesmo ou de uma equipe, é preciso ter um grupo com interesse na sua eleição. Então, antes de ser candidato “solo” precisa se perguntar: “A quem interessa a minha eleição? Quem irei representar no meu possível mandato?”

Se essas perguntas não estiverem respondidas, da forma correta, corre-se o risco, a exemplo do que temos visto na imprensa, que acaba sendo motivo de descontração nos bastidores do poder, ou da pessoa ser candidata para representar a si mesma, ou ainda se filiar ao partido que possui alinhamento ideológico diferente do seu e fazer discursos desconexos.

Após ouvir algumas lideranças políticas, podemos chegar à conclusão de que teremos muitas reviravoltas, com gosto de traição ao longo deste ano.

As pedras se movimentam como em um jogo, com cada técnico escalando seu time para o campeonato. Então como analogia, podemos afirmar que temos um primeiro grupo, comandado pelo técnico Blairo Maggi, que está escalando sua seleção no Centrão: saindo como atacante Otaviano Pivetta ao Governo do Estado; Mauro Mendes ao Senado Federal pela ponta direita, com Cidinho Santos na Suplência; Carlos Fávaro ao Senado Federal pela ponta esquerda, com José Lacerda na Suplência; no meio campo tem Virgínia Mendes, Fábio Garcia, Dr. Leonardo Albuquerque, Coronel Roveri e Wener Santos para a Câmara Federal; e na zaga Beto 2 a 1, Chico Guarnieri, Diego Guimarães, Nininho, Alan Porto e Gilberto Figueiredo para a Assembleia Legislativa.

Um time fortíssimo, que ao primeiro olhar parece até imbatível. Mas, na política, assim como no cotidiano das redes sociais, nem tudo é como parece.

O segundo grupo, comandado pelo técnico Wellington Fagundes, está escalando sua seleção à Direita: saindo como atacante, ele mesmo, ao Governo do Estado, oferecendo a vice para trazer novos aliados, mais ao centro. José Medeiros ao Senado pela ponta direita (mas esse grupo só joga pela direita), então outro interessado logo tratou de se colocar como possível candidato ao Senado pela direita também, Rafael Ranalli. No meio campo tem Rosana Martinelli, Coronel Fernanda, Nelson Barbudo, Rodrigo Zaeli, Coronel Assis e Faissal Calil para a Câmara Federal; e na zaga Elizeu Nascimento e Gilberto Cattani. Esse grupo conta com patrocinadores fortes, prefeitos das maiores cidades do Estado, Abilio Brunini, Flavia Moretti, Claudio Ferreira e Roberto Dorner. Grupo que representa a direita e apoiou o então candidato Jair Messias Bolsonaro (PL), que teve em Mato Grosso 1.216.730 votos, o que representa mais de 65% do eleitorado do Estado, no segundo turno das eleições de 2022.

Com a experiência de quem sabe que a decisão das eleições para o Governo Estadual está em um percentual entre 10% e 15% dos eleitores, um outro técnico também está montando seu time, que se bem-organizado, até as convenções, também concorre com grandes chances. Ou alternativamente em uma eventual composição futura, valorizará e muito o passe do técnico e dos jogadores do time. 

O terceiro grupo vem comandado pelo técnico Jayme Campos, que está escalando sua seleção também no Centrão: saindo como atacante, ele mesmo, ao Governo do Estado, ofertando a vice para trazer novos aliados, no mesmo esquema tático do segundo time. Como o campeonato ainda está em fase de convencimento de jogadores e a janela partidária será de 30 dias iniciando a contagem 6 meses antes das eleições. Fontes afirmam que já estão com contrato assinado os jogadores: Carlos Avalone, Dilmar Dalbosco, Eduardo Botelho, Fabio Tardin e Júlio Campo. O técnico tenta escalar Janaina Riva, ao Senado pelo Centrão (com a possibilidade de ter a esposa de Max Russi, prefeita de Jaciara, Andréia Wagner, na Suplência). Além disso, o técnico está de olho para trazer para o time: Dr. Eugênio, Dr. João, Juca do Guaraná, Max Russi, Paulo Araújo, Sebastião Rezende, Thiago Silva, Valdir Moretto e Wilson Santos.

O quarto grupo liderado por Rosaneide (PT), vem à Esquerda. Saindo como atacante, Natasha Slhessarenko (PSD), ao Governo do Estado, oferecendo a vice para trazer novos aliados. Édina Sampaio (PT) ao Senado pela ponta esquerda (mas esse grupo só joga pela esquerda). No meio campo tem a própria Rosaneide (PT), Juarez Costa e Emanuel Pinheiro – Dep. Federal. E na zaga Lúdio Cabral, Valdir Barranco e Allan Kardec. Grupo que representa a esquerda e apoiou o então candidato Luís Inácio Lula da Silva (PT), que teve em Mato Grosso 652.786 votos, o que é quase 35% do eleitorado do Estado, no segundo turno das eleições de 2022.

Fontes afirmam que o PT não decidiu se vai andar junto no projeto do PSD ou se irá lançar candidatos majoritários do próprio partido.

O terceiro grupo hoje, liderado pelo Senador Jayme Campos, é aliado e faz parte da base de sustentação do Governador Mauro Mendes, que está no primeiro grupo, do técnico Blairo Maggi. Porém, ao que parece, por divergências de projetos pessoais, os grupos tendem a não permanecerem juntos.

Um político recentemente recorreu à imprensa para fazer um alerta aos governistas: “a falta de unidade pode custar a eleição de 2026.”
Nesse cenário acima, se o segundo grupo do Senador Wellington Fagundes (PL) fizer uma composição e se unir ao terceiro grupo do Senador Jayme Campos (UB), que  já sinaliza a saída do partido, em razão da divergência de projetos com o Governador Mauro Mendes, o jogo deve ficar muito interessante e bem balanceado, para todos os lados.

O primeiro grupo, conta com a força da máquina pública do Governo do Estado, do agronegócio e do peso político de campeões de votos, passaria a disputar em pé de igualdade com os outros.

Os segundo e terceiro grupos juntos, possuem peso político, experiência, máquinas públicas municipais e muitos recursos, acumulados ao longo de extensas vidas públicas.
Já o quarto grupo, conta com a máquina do governo federal. 

Parece tudo meio embaralhado nesse momento, mas é porque está assim mesmo. As coisas só começam a se definir depois das escolhas dos partidos (janela partidária), e só se consolidam nas convenções partidárias, de 20 de julho a 05 de agosto de 2026.

Até lá haverá muitos convites, promessas, almoços,  jantares, festas, viagens, entrevistas, vídeos para internet, puxão de tapete, trocas de partidos, fofocas de bastidores, dossiês, matérias plantadas, ofertas de cargos, sonhos serão vendidos e mais uma vez o povo terá a oportunidade de escolher.

Vamos seguir acompanhando as movimentações do jogo, que tende a ficar cada dia mais interessante.
Viva a democracia, o direito à fala e a manifestação de um povo livre!

(*) JOSÉ RODRIGUES ROCHA JÚNIOR é Advogado, pós-graduado em direito constitucional, Jornalista, Empresário, Escritor, Palestrante, Consultor e Conferencista.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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