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Artigos Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026, 14:33 - A | A

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Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026, 14h:33 - A | A

PAULO DIAS

Adolpho Veloso, Dennis Johnson e Clint Bentley

PAULO DA ROCHA DIAS

Assisti ao filme Train Dream/Sonhos de Trem e li o livro de 61 páginas no qual o filme se baseia. Estória comovente. Amor único, puro, profundo.

Em 2011, Denis Johnson publicou esta pequena obra de ficção que se tornou cinema com a direção de Clint Bentley e a fotografia do brasileiro Adolpho Veloso. Ambos – o livro e o filme – são obras primas.

A história passa maiormente no deslumbrante vale do rio Moyea, no Estado de Idaho. Trata-se de uma espécie de biografia de Robert Granier, trabalhador do trecho que derrubava abetos centenários, cerrava-os e os transformava em dormentes para a construção da estrada de ferro Spokane International.

Robert Granier morreu em novembro de 1968. Durante seus mais de oitenta anos de vida, nunca se embriagou, nunca comprou uma arma de fogo e nem falou ao telefone. Pouco assistiu à televisão. Era dono de um acre de terra (4,047 m2), dois cavalos e uma carroça. Viajava regularmente de trem, algumas vezes de automóvel e apenas uma vez de avião.

Depois de trinta e dois anos solteiro, teve uma única esposa, Gladys - nome de etimologia muito rica e significativa - com quem viveu por menos de quatro anos e uma única filha – Kate. Amou-as por toda a vida e ao perdê-las por causa de um incêndio na floresta, amou-as mais ainda, nunca tirando-as de seu coração e de seus pensamentos.

Depois da trágica morte de esposa e filha, Robert Granier deu de sonhar frequentemente com trens e com um de forma particular. Ele sempre estava nesse trem e sonhava com esposa e filha e parecia que as cenas dos sonhos vinham de sua infância. Isso o aterrorizava, porque Gladys, durante os sonhos, vinha visitá-lo em forma de espírito.

O filme concorre ao Oscar de melhor fotografia. Adolpho Veloso, formado pelo curso de cinema da FAAP, só usou luz natural na fotografia do filme. Desnecessário dizer que se trata de um trabalho magnífico. A indicação ao Oscar já o diz. 

(*) PAULO DA ROCHA DIAS é jornalista, escritor e professor aposentado da UFMT.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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