Sábado, 07 de Dezembro de 2019, 14h:30

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Vereadores citam legalidade e negam complô para cassar Abilio

Por: PAULO COELHO

"Uma falácia". Essa foi a declaração  do presidente da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Cuiabá, Toninho de Souza (PSD), à fala feita pelo vereador Diego Guimarães (PP), de que membros da Comissão de Ética e outros parlamentares da Casa, estariam imbuídos no desejo de cassar o mandato do vereador Abílio Júnior (PSC), ainda este ano. 

Alan Cosme/HiperNoticias

mizael galvao e toninho de souza

 Misael e Toninho: Declarações de vereador progressista "não procedem"

“Eu, enquanto presidente da Comissão de Ética, posso afirmar que tudo  está sendo feito dentro da legalidade, respeitando todos os prazos, respeitando o amplo direito de defesa", disse Toninho.

"Só para se ter uma noção, ele não conseguiu intimar a tempo até o dia 29 de novembro, quando vencia o prazo das oitivas, nós prorragamos por mais três dias para ele trazer  as testemunhas. Cinco dias de considerações finais não existem dentro do processo legal, mas pra não dizer que há cerceamento de defesa, nós estamos dando mais cinco dias  para que ele possa fazer as considerações finais  e isso que ele [ Diego ] disse,  não passa de falácia,  porque em comissão[os não trabalhamos com isso, trabalhamos dentro da legalidade”,  completou. 

Abílio Júnior está sendo alvo de um processo de quebra de decoro parlamentar, que pode resultar na cassação de seu mandato.

O presidente da Câmara Municipal, Misael Galvão (PTB), ao HNT/HiperNotícias, também refutou a  declaração do vereador Diego.

“Primeiro, eu dou liberdade para as comissões trabalharem de forma independente, essa é uma característica minha. Não vejo  e não vi  essa intenção , até porque na realidade  tem que cumprir toda a legalidade , dar ampla defesa ao vereador Abílio”, disse o presidente da Casa.

Questionado  sobre qual é o seu posicionamento pessoal e como parlamentar sobre o processo de cassação de Abílio, Misael foi enfático. “Nunca vi nenhum vereador ser tirado da Câmara por fazer fiscalização, até porque a fiscalização é legítima do parlamentar. Só que o direito de um, termina quando começa o do outro”, frisou.

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