O deputado federal José Medeiros (PL) defendeu que a "verdadeira" reparação histórica aos povos indígenas passa pela autonomia e pelo direito de explorarem suas próprias terras. O parlamentar criticou políticas que, em sua avaliação, mantiveram comunidades indígenas em situação de dependência e vulnerabilidade social.
“A melhor reparação que poderia ser feita às aldeias espalhadas por este país seria acabar com a fome. E isso se faz autorizando os indígenas a serem legítimos proprietários de suas terras, e não guardas ambientais sem remuneração. Hoje eles são apenas usufrutuários e não podem fazer mais do que uma plantação de mandioca”, declarou o parlamentar.
Para Medeiros, o normativo jurídico atual impede o desenvolvimento das comunidades ao restringir a atividade produtiva nas áreas demarcadas, o que contribui para problemas como pobreza, falta de oportunidades e exclusão social. Como contraponto, o deputado citou o povo Parecis, que desenvolve agricultura em larga escala e alcançou independência financeira com produção própria.
“Eles não ficam mendigando esta ou aquela reparação. Têm aberto o seu caminho com a força do braço e com seu conhecimento. Essa aldeia planta em torno de 20 mil hectares de várias culturas e tem um giro de aproximadamente R$ 160 milhões por ano”, relatou.
Segundo José Medeiros, essa independência financeira deu aos Parecis autonomia e qualidade de vida. “Eles têm formado médicos e advogados, e toda a estrutura que mantém hoje as cooperativas deles foi construída com dinheiro próprio. Eles têm bons carros, boa comunicação e telefonia", afirmou.
Medeiros também acusou o governo federal de utilizar a pauta indígena como instrumento político e de impedir projetos de desenvolvimento sob o argumento de proteção territorial.
“Reparação é dar dignidade e cidadania para que eles possam produzir e prosperar. O que temos visto é discurso, enquanto a realidade em muitas comunidades é de abandono. Em Mato Grosso, os indígenas têm sido usados como pano de fundo para impedir o desenvolvimento do estado. Temos uma ferrovia que poderia avançar o escoamento da produção. A BR-158, em Mato Grosso, não sai do papel. A população morre em acidentes, os indígenas ficam confinados nas áreas demarcadas. Eles têm pago uma conta muito cara. Os indígenas querem desenvolvimento”, concluiu.
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