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Política Segunda-feira, 13 de Julho de 2026, 11:43 - A | A

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Segunda-feira, 13 de Julho de 2026, 11h:43 - A | A

VEJA VÍDEO

Marcelo Padeiro abandona audiência sobre o BRT na ALMT: "Isso vai me infartar"

Titular da Sinfra alegou estresse extremo com cobranças de deputados para deixar reunião que debatia contratos de R$ 530 milhões; técnicos ficaram para responder sobre obras com 1% de execução

BIANCA MORTELARO
Da redação

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira, conhecido como Marcelo Padeiro, deixou uma audiência pública sobre os contratos das obras do BRT na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta segunda-feira (13), sob a justificativa de que o estresse dos questionamentos parlamentares poderia lhe causar um infarto. Oliveira justificou sua saída afirmando ser "muito nervoso" e que preferia se retirar para preservar sua integridade física.

“Tem coisa que eu quero falar, mas não vou falar. Isso vai me infartar. Porque são coisas que aconteceram que todo mundo sabe, mas eu vou pedir, em nome da minha equipe, licença para eu não enfartar”, declarou Padeiro, antes de deixar a reunião.

A audiência, requerida pelo deputado Lúdio Cabral (PT), tinha como objetivo obter informações detalhadas sobre cronogramas, execução financeira e o aumento de custos em contratos que já ultrapassam os R$ 530 milhões. Durante a sessão, Oliveira demonstrou irritação com as cobranças acerca do baixo percentual de execução de alguns lotes da obra, como o das estações, que registra apenas 1% de conclusão.

Ao criticar o projeto do VLT, modal que precedeu o BRT e foi paralisado por quase uma década após a Copa de 2014, Marcelo de Oliveira defendeu o rigor da atual gestão na fiscalização de contratos, mencionando "brigas homéricas" para a liberação de medições e criticando o cenário político nacional, incluindo o orçamento secreto e a "bandalheira" com o dinheiro público.

Por outro lado, o deputado Lúdio Cabral questionava o salto no valor das estações, que subiu de R$ 68 milhões para R$ 120 milhões em um intervalo de 75 dias após a desclassificação de uma empresa.

Após a saída do secretário, técnicos da Sinfra permaneceram na audiência para responder aos questionamentos técnicos dos deputados.

VÍDEO: 

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