O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD) afirmou que irá comparecer na inauguração do Mercado Municipal da Miguel Sutil independentemente das declarações do atual prefeito, Abilio Brunini (PL), sobre a "paternidade" do projeto, que envolve investimentos superiores a R$ 100 milhões por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). Enquanto a atual gestão aponta pendências documentais e ameaça judicializar a retomada do espaço, o ex-gestor defende o empreendimento como um legado de sua administração.
“Como eu falei, o pai não vai na nascimento do filho, o pai não vai no aniversário de um ano do filho, o pai não participa de um momento mais importante da vida do filho, como é que eu não vou?“, disparou Emanuel em entrevista nesta quarta-feira (8).
A fala rebate diretamente o tom sarcástico adotado por Brunini, que chegou a declarar que o "pai" da obra seria "muito feio" e sugeriu que uma foto de Emanuel fosse colocada na fachada para "ajudar a vender", devido ao alto custo dos aluguéis. Abilio também afirmou que não teria interesse em participar da cerimônia caso seu antecessor estivesse presente.
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O atual prefeito ressaltou que o mercado ainda não possui o Habite-se (Auto de Conclusão), documento essencial para atestar que a construção segue o projeto aprovado e permitir o funcionamento regular das empresas no local. Abilio adiantou que a prefeitura pretende entrar na justiça para "tomar essa obra", alegando que as decisões tomadas na gestão anterior não foram adequadas.
Questionado sobre essa eventual judicialização, Emanuel Pinheiro elevou o tom, argumentando que o mercado é um patrimônio público que transcende disputas políticas.
“Ele vai engolir esse sapo com arame farpado, porque esse mercado municipal, Miguel Sutil, não pertence a ele, pertence à população cuiabana, vai transformar o centro histórico de Cuiabá, é uma virada de página no centro histórico da cidade”, ressaltou o ex-prefeito.
Pinheiro concluiu afirmando que o atual gestor tem a obrigação de zelar pela conclusão do projeto e previu a entrega para o final deste ano.
“Isso o incomoda, mas ele não vai dar conta de parar, nós vamos para a justiça se precisar, o que me convém ir, essa obra é um patrimônio da Cuiabania, não pertence a ele. Ele como prefeito tem a obrigação de cobrar que a legislação seja cumprida para efetivar a entrega final da obra", concluiu.
Atualmente, o empreendimento, construído em parceria com a CS Mobi Cuiabá, está com 85% de execução e encontra-se na fase de acabamento. O atrito entre os dois líderes políticos reflete a polarização sobre os rumos do Centro Histórico e a execução de contratos de longo prazo firmados em gestões anteriores.
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