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Política Sábado, 11 de Julho de 2026, 14:05 - A | A

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Sábado, 11 de Julho de 2026, 14h:05 - A | A

PARI-GATO

Avallone defende recuo de Jayme para evitar implosão da federação UP; veja vídeo

Presidente do PSDB em Mato Grosso afirma que senador tem credenciais para disputar o governo, mas diz que prioridade deve ser manter a União Progressista unida na eleição de 2026.

CAMILA RIBEIRO / BIANCA MORTELARO
Da Redação/Do Local

O presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado estadual Carlos Avallone, defendeu que a Federação União Progressista (UP) tenha um palanque único nas eleições de 2026, com o senador Jayme Campos (União Brasil) abrindo mão da pré-candidatura ao governo para apoiar o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). 

Avallone reconheceu a trajetória política de Jayme e afirmou que o senador reúne credenciais para disputar o Palácio Paiaguás. No entanto, avaliou que, neste momento, o mais importante é preservar a unidade da federação.

"Eu acho que o importante era ter uma união. Nós estamos com o Otaviano e o Mauro Mendes. Era importante ter o apoio do Jayme. Não sei o que ele vai fazer. O Jayme insiste que quer ser, ele tem números aí que provam o seu potencial de ser pré-candidato. Isso vai depender de uma decisão partidária", afirmou.

LEIA MAIS: Avallone avalia que eleitor está entendendo "modo" Pivetta; veja vídeo

A insistência de Jayme em manter o projeto ao governo provocou um racha na federação. O grupo ligado ao ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) apoia a candidatura de Pivetta, enquanto aliados de Jayme defendem candidatura própria para fortalecer a chapa proporcional e ampliar a bancada na Assembleia Legislativa (ALMT).

O impasse deverá ser resolvido durante a convenção partidária, oficialmente marcada para 4 de agosto. No entanto, a data ainda pode ser alterada diante da falta de consenso entre Jayme e Mauro Mendes. O senador afirma que o ex-governador concordou em antecipar a convenção para 30 de julho, mas o União Brasil ainda não oficializou a mudança.

Para Avallone, a disputa interna enfraquece a federação e pode gerar desgastes políticos entre os próprios aliados. "Ele tem que passar em duas instâncias: na União e na federação. É uma guerra que reflete em amizades, em uma série de coisas", concluiu.

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