O senador Wellington Fagundes (PL) informou pessoalmente, por meio de um telefonema ao presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, que o Partido Liberal não irá retirar sua candidatura ao Governo de Mato Grosso. Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a decisão de manter o projeto próprio foi reafirmada pela cúpula do PL, em reunião ocorrida na última terça-feira (7) entre Fagundes, o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e o dirigente estadual, Ananias Filho.
O movimento ocorre em meio a pressões do Republicanos, que tenta condicionar o apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) à desistência de palanques regionais em favor de seus próprios nomes, como o do atual governador Otaviano Pivetta.
Conforme a Folha, a possibilidade de recuo é descartada pelo PL, com Ananias Filho classificando a chance de desistência como "zero" e afirmando que a candidatura de Fagundes já está sacramentada, restando apenas a homologação em convenção.
A legenda argumenta que já fez concessões significativas em Mato Grosso no passado, citando o ano de 2022, quando o partido abriu mão de lançar o senador ao governo para apoiar a reeleição de Mauro Mendes (União Brasil), mesmo contra o desejo inicial do então presidente Jair Bolsonaro. A estratégia atual do PL visa fortalecer sua chapa majoritária, que também inclui a pré-candidatura de José Medeiros ao Senado.
O impasse ganha contornos de disputa nacional à medida que o palanque mato-grossense se tornou uma das principais "moedas de troca" do Republicanos. O partido, influenciado por lideranças como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, busca assegurar governos estaduais estratégicos, incluindo Minas Gerais, Espírito Santo e Acre, além de Mato Grosso.
Em resposta a essas articulações, Wellington Fagundes manifestou-se publicamente criticando o que chamou de tentativa de "vencer por W.O.", referindo-se à pressão para que ele saia da disputa. O senador defendeu a autonomia regional e criticou a interferência de forças externas, alegando que a democracia pressupõe a oferta de alternativas para a escolha da população.
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